Sindicato defende a inclusão de trabalhadores com mobilidade reduzida no sistema de transporte por ônibus da capital
O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, comemorado em 3 de dezembro, foi criado em 1992 pela resolução nº 47/3 da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A celebração da data visa promover a compreensão das questões da deficiência e mobilizar apoio à dignidade, aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência.
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, incorporou os princípios da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada em 2006, pela ONU e ratificada pelo país em 2008.
A direção plena do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, com a liderança do presidente Valdemir dos Santos Soares (Moleque), trabalha de forma efetiva pela inclusão de companheiros e companheiras – com mobilidade reduzida – no sistema de transporte por ônibus da capital.
Aliás, este é um compromisso histórico da entidade, conforme observa o secretário de organização e relações do trabalho, juventude e pessoas com deficiência, Nailton Francisco de Souza (Porreta).
“Desenvolvemos estudos permanentes voltados à inclusão de trabalhadores nos locais de trabalho. Hoje, com satisfação, existem companheiros e companheiras atuando na fiscalização, na operação e demais setores”, afirma.
A OIT trabalha pela implementação de duas convenções internacionais ratificadas pelo Brasil: a Convenção n.º 111, sobre discriminação em matéria de Emprego e Profissão de Emprego e Profissão, e a Convenção n.º 159, responsável por determinar que os trabalhadores e as trabalhadoras com deficiência tenham os mesmos direitos e oportunidades dos demais.
Para isso, promove a qualificação profissional, o acesso ao ensino superior, o desenvolvimento de competências socioemocionais voltadas para o mercado de trabalho, a sensibilização de empresas sobre os benefícios da diversidade e inclusão, além do fortalecimento de políticas públicas de inclusão.
“Somos um dos precursores desta luta e estamos vendo nosso esforço se transformar em projetos e demais iniciativas beneficiar pessoas ativas que precisam de estrutura para trabalhar”, observa Nailton.