Categoria aprova moção de protesto contra recentes decisões do Congresso Nacional
O terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva, embora eleito com apoio pleno dos brasileiros, vem enfrentando várias dificuldades para avançar nas pautas voltadas aos trabalhadores dentro do Congresso Nacional. O motivo: tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, a maioria esmagadora é composta por parlamentares ligados ao empresariado.
Os poucos deputados comprometidos com a classe operária, os quais agradecimentos pela jornada conjunta, tem atuado com bastante empenho para destravar emendas e projetos em votações, comissões e articulações. No entanto, sofrem enorme resistência daqueles que representam a minoria enriquecida.
Neste sentido, o movimento sindical como agente social permanente nas bases e na vida dos cidadãos, busca arregimentar apoios dos seus companheiros e companheiras de luta, cuja atuação nas bases possa causar a pressão social necessária em Brasília em torno de mudanças, que tragam bem-estar e qualidade de vida aos brasileiros.
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, cumprindo seu papel de protagonista, na mega assembleia realizada na histórica quadra dos bancários, obteve por unanimidade dos trabalhadores e trabalhadoras apoio à moção de protesto contra medidas de prejuízo aos trabalhadores, cobrando dos parlamentares maior compromisso com as pautas dos brasileiros.
Com os crachás erguidos, todos disseram em alto e bom som SIMMMM à luta conjunta do Sindicato, às demais entidades, federações, confederação e centrais no enfrentamento contra aqueles que não pensam nos trabalhadores, mas em negociatas pelo vil metal.
“Nossa luta conjunta é fundamental para destravar nossas pautas em Brasília. Não podemos ser conduzidos, mas conduzir nossos destinos. E neste momento devemos nos unir a todos representantes do movimento sindical e aos parlamentares que nos apoiam por um Brasil mais justo, desenvolvido, soberano e igualitário”, afirmou o secretário de organização e relações do trabalho, juventude e pessoas com deficiência da entidade, Nailton Francisco de Souza (Porreta), que também é vice-presidente da FTTRESP.
Na pauta da classe trabalhadora, constam reivindicações como fim da escala 6×1, redução da jornada sem redução salarial, aprovação da isenção do IR para quem ganha até 5 mil Reais, fim da reforma administrativa que prejudica os servidores, reforma política urgente, redução da taxa SELIC, redução dos impostos, maior poder de compra, políticas de aquecimento à economia e geração de emprego, regulamentação dos direitos trabalhistas e investimentos públicos, políticas de saúde e segurança no trabalho, cujas pautas estratégicas e fundamentais para o crescimento e desenvolvimento do país, foram aprovadas na CONCLAT em 2022 com a presença das centrais e entidades sindicais.