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Dados da CET-SP demonstram: pedestre é a maior vítima da violência do trânsito na capital

12/06/2017



Tanto nos acidentes com feridos quanto no caso das ocorrências de trânsito em que houve mortes, a faixa etária mais comum dos condutores era de até 29 anos no caso de automóveis e motos

ALEXANDRE PELEGI

Relatório divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo na última sexta-feira (9) apontou que no ano de 2016 foram registrados 16.052 acidentes na capital. A violência no trânsito produziu 19.235 vítimas em toda a cidade – 3.777 por atropelamentos e 12.275 por acidentes envolvendo veículos.

No total foram registrados 854 óbitos, 330 por atropelamento e 483 por acidentes envolvendo veículos, uma redução de 23% se comparado com o ano de 2015. Em média, a cada 20 acidentes no ano passado houve uma ocorrência com vítima fatal.

Os atropelamentos foram a maior causa para óbito no trânsito de São Paulo. O número de mortes por atropelamento (330) diante do total de óbitos em 2016 (854) representou 40,2% do total.

Os motociclistas contabilizaram 317 mortes, ou 37,1% do total.

Já os motoristas ou passageiros de veículos somaram 164 mortes, ou 19,2%. Os ciclistas somaram no ano passado 30 mortes do trânsito, 3,5% do total.

De acordo com a CET, a média diária de mortes por tipo de usuário é 2,3 ao dia.

Em novembro de 2016, logo após ser indicado para assumir a Secretaria de Transportes e Mobilidade de São Paulo, Sergio Avelleda afirmou à imprensa que iria implantar um projeto semelhante ao que ocorreu na gestão Gilberto Kassab, que tinha o nome “Programa de Proteção ao Pedestre”. O objetivo, disse ele à época, seria incentivar a educação e fiscalização de trânsito. Ações como a presença dos “mãozinhas”, agentes com placas em forma de mão nos cruzamentos poderim voltar, mesmo que em outro formato. (Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2016/11/11/avelleda-tera-como-meta-protecao-ao-pedestre-em-sao-paulo/)

ENVOLVIDOS EM ACIDENTES FATAIS – MAIORIA É COMPOSTA POR JOVENS DO SEXO MASCULINO:

O relatório da CET aponta um fato interessante: “tanto nos acidentes com feridos quanto no caso das ocorrências de trânsito em que houve mortes, a faixa etária mais comum dos condutores era de até 29 anos no caso de automóveis e motos”, informa a Companhia.

No caso de acidentes envolvendo carros, os motoristas com até 29 anos representaram 21,4% do total de ocorrências apenas com feridos, e 30,3% no caso das ocorrências com vítimas fatais.

No caso de motociclistas, jovens com até 29 anos representaram 42,4% dos que pilotavam as motos nos acidentes de trânsito com feridos, e os condutores  de moto da mesma faixa etária estiveram envolvidos em 48,7% dos casos de situações com mortes.

ESTRADA DO M’BOI MIRIM LIDERA EM NÚMERO DE MORTES NOS ACIDENTES DE TRÂNSITO:

Em 2016 o relatório da CET aponta a Estrada do M’Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo, como a via que registrou o maior número de mortes em acidentes – 22 vítimas. As mortes aconteceram após 18 acidentes fatais (4 atropelamentos e 14 acidentes com veículos).

Com grandes congestionamentos, a via tem 16 km de extensão e liga o Jardim São Luis ao Jardim Ângela.

A Marginal Tietê e a Avenida Carlos Caldeira Filho ficaram empatadas na segunda posição, com 15 mortes cada. Em terceiro lugar aparece a Avenida Senador Teotônio Vilela com 12 mortes. A Marginal Pinheiros registrou 12 mortes no ano e aparece na quinta posição das vias mais mortais.

Já quanto os dados referem-se a acidentes com vítimas, o ranking se inverte. A Estrada do M’Boi Mirim ocupa a quinta posição, com 134 casos e 181 feridos, atrás das marginais Tietê e Pinheiros, Avenida Senador Teotônio Vilela e Estrada de Itapecerica.

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