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A NOSSA HISTÓRIA
História oficial costuma desprezar a grandeza da luta dos trabalhadores e do povo. A depender das elites, a imensa maioria do povo, que constrói com as próprias mãos este País, nunca estará liderando seus próprios destinos e os do Brasil.
A nós sempre dizem não. Casas, escolas, hospitais, transporte: não. Melhores condições de trabalho, salário digno: não.
Em defesa de seus privilégios, alardeiam o fim do socialismo, da história, dos sonhos. Nós, que lutamos pela liberdade completa do homem e da mulher, e não pelas tristezas da repressão, que exigimos a igualdade, e não o preconceito – a todos os que querem impedir de viver, e nos condenar à sobrevivência medíocre e inumana – nós dizemos não!
A CIDADE DE SÃO PAULO E OS TRABALHADORES NO TRANSPORTE COLETIVO DE PASSAGEIROS O final do século XIX e inicio do século passado, o Brasil ainda vivia em bases da agricultura, mas caminhando para transformações econômicas e sociais logo após a Proclamação da República em 1889, com o processo de desenvolvimento industrial e o crescimento da produção cafeeira, principalmente no Estado de São Paulo. O País contava com a mão-de-obra livre após a abolição da escravidão e a imigração estrangeira de portugueses, italianos, espanhóis, alemães, austríacos, russos e outras nacionalidades em menor expressão numérica, como: poloneses, húngaros, suíços, tchecos, judeus, japoneses, libaneses, sírios, que ocuparam áreas desocupadas principalmente nos estados do sul.
A cidade de São Paulo começa a se transformar em um importante centro industrial, mas para os trabalhadores a situação de exploração da mão-de-obra, não era diferente do que já vinha acontecendo em outros paises, onde os empresários cada vez mais ricos e os operários cada vez mais pobres.
Nesse período, no Brasil predominou entre os anos de 1902 à 1920 no movimento operário-sindical brasileiro as propostas anarco-sindicalistas (anarquismo), enquanto na Europa já predominava a partir de 1860 a Segunda Revolução Industrial, que produziram grandes mudanças no processo de industrialização e se estendeu até o inicio da 1º Guerra Mundial.
No setor de transportes, São Paulo tem sua primeira regulamentação dos serviços de tílburis – carros de duas rodas puxados por um cavalo, no ano de 1865. Em 1871, é fundado a Companhia Carris de São Paulo, com o inicio da operação com bondes com atração animal em 1872. Em 1899 é fundada por investidores canadenses no Canadá a The São Paulo Railway, Light & Power Company Ltd, que consegue autorização para autuar no Brasil e a construção da linha ligando o Centro à Penha.
Um ano após, a São Paulo Tramway Light and Power Company Limited (antiga Light) inaugura o sistema de bondes elétricos em São Paulo e compra a Companhia Carris de Ferro de São Paulo.
O transporte prestado através do serviço de ônibus tem sua primeira regulamentação, com tabela de preços de tarifas e horário, que incluía o transporte de cargas e bagagens no ano de 1897, pela Câmara Municipal sob a presidência do Coronel Rodovalho.
O primeiro ônibus fabricado em São Paulo é realizado pela oficina dos Irmãos Grassi, a pedido da Hospedaria dos Imigrantes no ano de 1911, sendo que hoje, o Brasil é o maior fabricante de ônibus urbano do mundo. A história do sistema de transporte público na cidade de São Paulo em 1924, passa por uma nova transformação. A capital do Estado passou por uma de suas piores secas; além do movimento revolucionário deflagrado no dia cinco de julho de 1924, chamado Revolução Paulista de 1924, que lutava pela instituição do voto secreto, contra o domínio das oligarquias, responsáveis pela ilegalidade e corrupção política dos governos estadual e federal.
Nesse período vários bondes foram tirados das linhas e não trafegavam a noite. A Represa Billings encontrava-se em seus níveis mais baixo a The São Paulo Tramway, Light & Power Co., Ltd., detinha a maior parte do serviço de transporte da cidade realizado sobre trilhos através de bondes.
Os filhos dos irmãos Grassi repetiram a experiência do primeiro ônibus fabricado em 1911, que era só montar uma carroceria sobre caminhão modelo “T”, proporcionando capacidade para 12 passageiros e em 30 dias vários ônibus estavam percorrendo as ruas da Capital, sendo que a primeira linha servia o bairro do Bom Retiro e a segunda, o Brás.
Motoristas de praça começam a substituir seus automóveis por esse tipo de veículo, ao mesmo tempo em que alguns ônibus foram importados da Europa e surge em 1925 as linhas tipo circular. Uma partia da Praça da Sé em direção a Av. Paulista, atravessando a Liberdade. A outra iniciava na Praça do Patriarca, percorria a Rua das Palmeiras, Av. Angélica e Paulista, até chegar na Praça Olavo Bilac.
Esse aumento do sistema de transporte de passageiros começa a preocupar os governantes, devido à falta de regulamentação, tendo em vista que a frota total de bonde pertencia a uma única empresa e os auto-ônibus a diversos proprietários.
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