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O Pré-Sal pode colocar o Brasil em evidência internacional
A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros, entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, em uma área de 112 mil quilômetros quadrados abaixo do leito do mar, e reúne as bacias sedimentares do Espírito Santo, Campos e Santos. Para atingir as jazidas que superam os 7 mil metros de profundidade, é preciso perfurar até 2 mil metros de sal.
Quando o Brasil começar a produzir petróleo em águas ultraprofundas, que têm reservas de óleo e gás, seis vezes maiores as existentes até hoje, ele poderá alterar sua posição na geopolítica do petróleo, na economia mundial e na relação com os passíveis desenvolvidos.
Os números são fantásticos. As reservas nacionais cresceram dos 14 bilhões para 25 bilhões de barris. Estimativas da Petrobrás apontam que a camada, no total poderá abrigar de 80 à 200 bilhões de barris de óleo ou equivalentes, o que poderá fazer da nação o quinto ou o segundo país uma expectativa de faturamento entre US$ 5,6 bilhões e US$ 14 trilhões.
Muito confiante na capacidade energética recém descoberta, o presidente Luiz Inácio da Lula da Silva, de imediato defendeu que a exploração tem que ficar sobre o controle estatal, devido o caráter estratégico dessas jazidas. “Vamos criar uma empresa para gerenciar os contratos na área do pré-sal e deixar a Petrobrás como única operadora dos Campos”, disse.
A vantagem é que, enquanto a exploração do petróleo será de regime de partilha, mecanismo por meio do qual a apropriação da riqueza é do Estado em nome da Sociedade, no sistema atual, o de concessão, a empresa privada assume os riscos e se apropria dos lucros do negócio.
Por Nailton Francisco/Adelle Honain 20/07/2010 |