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Alta Programada, dor de cabeça dobrada PDF Imprimir E-mail

João Moreira mais uma vítima do INSS

 

Alta Programada: os trabalhadores precisam conhecer os critérios utilizados pelo INSS 

 

Todos os dias dezenas de trabalhadores (as) procuram os Departamentos, Médico e Jurídico do Sindicato em busca de informações, que possam ajudá-los a solucionar questões de benefícios, negados ou suspensos, pelo INSS.

 

A situação tem se agravado mais ainda, após o órgão do governo ter implantado a famigerada “Alta Programada”, além do não reconhecimento do Nexo Causal, que de acordo com a Secretaria de Saúde da entidade, o médico do trabalho, Dr. Kleber, tem se deparado com vários casos de profissionais portadores de doenças adquiridas no trabalho.

 

“Infelizmente, não consigo entender quais os critérios adotados pelo INSS que insiste em dar alta para um profissional doente. Mesmo comprovando com laudos emitidos por renomados especialistas da área de saúde, que comprova a deficiência laboral, mesmo assim, o cidadão não tem êxito. È um absurdo!” afirmou o doutor.

 

O caso do mecânico especializado da Viação Transkuba, João Batista Moreira é um bom exemplo do descaso. Ele foi afastado em 2003 pelo INSS com sérios problemas de coluna (Serviçal e Lombar) e psiquiátrico, sendo que desde o dia 15/08/2009 foi sorteado pelo sistema de “Alta Programada”, e teve seu benefício cortado. Ou seja, a 6 (seis) meses não recebe seus proventos.

 

Se não bastasse ter quer passar por esta privação, o seu caso é de deixar qualquer um indignado, pois o próprio médico do INSS já pediu a sua aposentadoria por invalidez, só que foi negado pela junta pericial da instituição.

 

Entre os meses de junho e julho de 2008, teve que passar por um processo de Reabilitação Profissional, e mesmo com toda documentação exigida, infelizmente, a Viação Transkuba alegou que não tinha nenhum local para realocá-lo na empresa, enviando-lhe novamente para o INSS.

 

Como pode um pai de família com duas filhas sustentar, além de uma pensão para pagar, que por sinal está atrasada, que se não fosse à compreensão de sua ex-esposa já estaria preso, ser tratado com tanto desdém por uma instituição que durante os 17 anos que esteve na ativa recebeu sua contribuição religiosamente?

 

A situação do Sr. João Moreira, não é diferente de milhares de segurados que diariamente, vagam de posto em posto do INSS em busca de uma solução definitiva sem ter que acionar o judiciário e contestar a ilegalidade cometida pela administração pública, que se utiliza um artifício ilegal para obter vantagens ilícitas, eliminar direitos e explorar os cidadãos.

 

Por Nailton Francisco/Shirlei Liberal 17/02/2009

 
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