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Terra dos buracos PDF Imprimir E-mail

 

A cada 400 metros o paulistano se depara com um buraco nas ruas 

No final do mês de janeiro de 2010, a reportagem do Jornal da Tarde percorreu 114 quilômetros pelas principais ruas da capital e se deparou com 288 buracos: um a cada 400 metros. Ou seja, se o motorista circular em uma velocidade de 25 km/h, com certeza terá que desviar-se de um deles, a cada um minuto. 

A situação se agravou devido à falta de recapeamento no ano passado, além das fortes chuvas que castiga São Paulo desde dezembro. Se depender do poder público municipal, a tendência é que piore ainda mais, pois de acordo com o secretário municipal de Planejamento, Rubens Chammas, sua pasta sofrerá contingência de recursos. 

Dos R$ 242 milhões previstos no Orçamento para obras de pavimentação e conservação de ruas, o governo Kassab já decidiu que congelará R$ 120 milhões. Com esta medida todas as emendas indicadas pelos vereadores para esta finalidade serão afetadas. Até o dia 26 de janeiro eram 84 delas, que juntas custam cerca de R$ 8 milhões. 

Na opinião de especialistas, o recapeamento periódico é uma necessidade latente e não pode ser interrompidas a fim de se evitar o aparecimento de novos buracos nas vias da cidade. 

Segundo o coordenador de Pavimentação Urbana da Associação Brasileira de Pavimentação, Fernando Augusto Júnior, sem estes serviços o problema tende a agravar mais ainda. “Sem o recapeamento ou a maneira como é executado, o asfalto trinca e a água penetra. A infiltração colabora com o desgaste do pavimento e surgimento de buracos” afirmou Fernandes.

Por Nailton Francisco/Shirlei Liberal 03/02/2010

 
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