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Depois de 2000 PDF Imprimir E-mail
2000 - O SINDICATO NOVAMENTE SOB O COMANDO DE EDIVALDO SANTIAGO
Coincidentemente o Partido dos Trabalhadores, volta para Prefeitura de São Paulo, com a eleição de Marta Suplicy, e o Sindicato dos Condutores volta para o comando do companheiro Edivaldo Santiago da Silva, como já havia acontecido no final dos anos 80, tendo como uma das principais preocupações da chapa coordenada pelo Grupo “O RESGATE”, a questão social que envolvia a qualificação profissional, elevação de escolaridade dos trabalhadores em transportes e seus familiares, com a questão cultural, de lazer e da moradia, além da garantia das condições de trabalho, luta por salário digno e a reconquista de direitos perdidos no último mandato sindical.

2001 – GRAVE SITUAÇÃO HERDADA NO SISTEMA DE TRANSPORTE E SINDICAL

A nova direção do Sindicato entendendo a grave situação herdada no setor de transporte pela também nova administração municipal, ao mesmo tempo em que continuava defendendo as conquistas de anos de luta dos trabalhadores, não perdeu de vista a importância que o transporte urbano por ônibus coletivos representa para a cidade, apontou falhas do sistema e o que é mais importante propôs soluções assinando com a Prefeitura um acordo com dez pontos, na tentativa de melhorias do transporte na cidade.
Mas o que aconteceu de fato, foi a falta de uma política que atendesse aos interesses de todos na prestação de um serviço público eficiente de transportes.
Ao contrario do que se esperava a Prefeitura através da Secretaria Municipal de Transportes e da SPTrans, realizou ações tímidas tanto na área de infra-estrutura, quanto na fiscalização, fizeram muita maquiagem, mas, de concreto mesmo pouca coisa ocorreu, faltou um projeto de transportes para a cidade.
O dialogo entre Administração e trabalhadores foi o pior possível, devido à prepotência dos administradores municipais, o novo Secretário até o momento não disse à que veio, mas os problemas continuam se avolumando, trazendo prejuízos para os trabalhadores e a população.

É HORA DE RECUPERAR A ESTRUTURA ADMINISTRATIVA E A CAPACIDADE DE LUTA DA ENTIDADE
A dívida da entidade era enorme, mais de sete milhões, a sede estava caindo aos pedaços e as subsedes estavam penhoradas, os patrões deitavam e rolavam em cima da categoria, o sistema de transportes na cidade vinha de uma situação igual a do sindicato, sem comando.
Em pouco tempo e com muito empenho fomos para luta e já do decorrer do ano, a começar pela reforma total da sede e a implantação do Departamento Odontológico, renegociações e pagamento de dívidas, reaparelhamento das subsedes, Colônia e Balneário, implementação do Departamento de Multas e Despachante.

4º CONGRESSO DA CATEGORIA
O presidente Edivaldo Santiago, que já havia coordenado os três primeiros congressos da categoria, em 1989, 1991 e 1993, apresenta a importância da realização do 4º Congresso, devido principalmente às transformações ocorridas no mundo do trabalho e sindical no País, após a Constituição Federal de 1988, aprovando modificações no Estatuto da entidade e a filiação a central Força Sindical, que naquele momento apresentava melhores perspectivas de realizações da luta política em defesa dos trabalhadores.

2001 / 2002 – CAMPANHAS SALARIAIS
As campanhas salariais de 2001 e 2002, foram vitoriosas para os trabalhadores, principalmente em virtude de muita luta da nova direção da entidade, mesmo na situação em que o Sindicato foi assumido devido aos estragos provocados a entidade pela direção anterior.
Nas garagens a luta não foi diferente, foram greves, mobilizações e protestos em defesa dos direitos dos condutores, culminando com o fechamento da Campanha Salarial 2001, no mês de agosto, onde após muita mobilização, conquistamos do TRANSURB a redução da jornada diária de 7:10 para 7:00 horas, ressaltando que a jornada efetivamente passou a ser de 6:30 horas com 30 minutos de refeição remunerada, impedindo definitivamente a implantação do Banco de Horas em nossa categoria.
Com a redução da jornada diária de trabalho, o salário hora dos motoristas passou a ser R$4,51 e dos cobradores de R$2,60 o que representou um reajuste médio de 8,5% no salário da categoria.
Em 2002, foi uma Campanha Salarial para ficar na história do movimento sindical, essa foi à conclusão do Seminário de Avaliação da Campanha Salarial – 2002, realizado em Santa Isabel nos dias 28 e 29 de maio de 2002.
Uma das razões de se chegar a essa conclusão deve-se pelo fato dos compromissos assumidos com a categoria, ora tratando de problemas cotidianos dos trabalhadores nas empresas em virtude do não cumprimento do acordo coletivo, atrasos no pagamento e outras questões, ora enfrentadas manobras patronais tais como redução da frota e a tentativa de retirada de direitos, como o tíquete refeição e até problemas relacionados com a segurança pública retratada nos freqüentes assaltos e assassinatos de companheiros.
No quadro complicado em que se encontrava o sistema de transportes em São Paulo, com o não cumprimento do acordo coletivo, excesso de horas extras e outras mazelas praticadas pelas empresas, a campanha salarial de 2002 se configurava como uma das mais difíceis da história desta categoria; nossas previsões se concretizaram, pois os patrões se mostravam irredutíveis na concessão de qualquer benefício ou reajuste salarial e mais, tentavam retirar benefícios históricos como tíquete refeição.
Com reuniões decepcionantes com o setor patronal, com a administração pública que insistia em se omitir do debate, mas soubemos fazer novas formas de mobilizações, com paralisações criativas e inteligentes, tais como: assembléias por regiões, reservados e recolhimento da frota no entre pico, ganhando a simpatia da opinião pública, a greve como instrumento legítimo de pressão não foi banalizada.
A negociação foi deixada de lado, com os patrões instaurando o dissídio. Construímos uma articulação jurídico-institucional com o apoio da Força Sindical e, mantivemos a categoria em permanente situação de mobilização, pois estávamos dispostos a garantir nossos direitos a qualquer preço.
O resultado do julgamento no TRT mostrou que trilhamos o caminho correto, demonstrando a força da nossa mobilização, mas agindo sempre com inteligência, controlando a ansiedade e corrigindo rotas.

2003 – UM ANO COM MUITO DE MUITA PERSEGUIÇÃO AOS DIRIGENTES DO SINDICATO, MAS TAMBÉM COM MUITAS VITÓRIAS
O ano de 2003 inicia com muito movimento para os condutores de São Paulo, nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro de 2003, na cidade de Praia Grande, é realizado o 5º Congresso da Categoria, que contou com a participação de 700 delegados, que aprovou entre os principais pontos de atuação em primeiro lugar uma profunda discussão da grave crise do setor de transporte público em São Paulo. Quanto à organização da categoria foi aprovado a criação das secretarias de habitação, a secretaria da mulher e o departamento de manutenção, com o diretor sendo eleito em conjunto com os demais membros da diretoria na próxima eleição do Sindicato.

PLENÁRIA NACIONAL PELA VOLTA DAS APOSENTADORIAS DE RISCO (ESPECIAL)
Em 28 de março, em conjunto com a Federação Estadual dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres – CNTTT, e o Sindicato, acatando decisão dos delegados presentes no 5º Congresso dos Condutores de São Paulo, organiza a grande PLENÁRIA NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES PELA VOLTA DA APOSENTADORIA DE RISCO (ESPECIAL), que contou com mais 1000 representantes dos trabalhadores em transportes de todo o Brasil.

ATO PARA ENTREGA DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES REÚNE MAIS DE 5 MIL CONDUTORES
Ato contra ameaça de demissão de mais de 10 mil pais de família no transporte coletivo urbano da cidade de São Paulo, foi realizado no dia 19 de março na Sptrans, quando também foi entregue a pauta de reivindicações da categoria. Mais de 5 mil trabalhadores saíram do Sindicato e foram em passeata até a Rua 13 de Maio (sede da Sptrans), onde foi promovido uma das maiores concentrações da categoria, na entrega da pauta de acordo coletivo.

1º ENCONTRO DE TRABALHADORES DA MANUTENÇÃO
O 1º Encontro dos Trabalhadores da Manutenção, realizado no dia 04 de abril, no Clube de Campo de Santa Isabel, representou um passo fundamental na formulação e encaminhamentos das prioridades desse setor, rumo a criação do Departamento da Manutenção e um Plano de Cargos e Salários, evento esse, que é resultado das resoluções aprovadas no 5º Congresso dos Condutores.

NOVE EMPRESAS FECHADAS, 10.800 DEMISSÕES
Após dois anos de mandato, quando da implantação do novo sistema de transporte no dia 05 de abril de 2003, os trabalhadores foram surpreendidos com o fechamento de nove empresas e a demissão de 10.800 funcionários, sem que houvesse um planejamento prévio por parte do Poder Publico e um diálogo com o sindicato da categoria, que cumpriu o seu legítimo papel na defesa do emprego. Após esse fato, sucedeu uma série de confrontos entre a administração e os representantes dos trabalhadores, culminando com uma greve de dois dias.
Esses acontecimentos levaram a prisão em 19 de maio, 18 sindicalistas e um assessor do Sindicato, com a mídia e a Prefeitura promovendo um verdadeiro “linchamento” da entidade e dos diretores, sem direito de defesa, constituindo-se uma das atitudes mais bárbaras do País contra o movimento sindical dos últimos anos, demonstrando total falta de escrúpulos e ética, fato que poderia ter se tornado um precedente perigoso contra as representações dos trabalhadores, na medida em que permitiu a invasão de uma entidade sindical pela Polícia Federal.
Passados mais de dois anos após a denuncia e prisão dos dirigentes do Sindicato, a verdade começa aparecer com a não comprovação do envolvimento dos diretores do sindicato com as fraudes que foram praticadas. A MM. Juíza Federal da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Dra. Margarete Moraes Simão Martinez Sacristan, nos autos do processo, entendeu que não houve crime contra a organização do trabalho, como também não foi recebida a denúncia quanto a desobediência, desta forma se deu por incompetente, determinando a remessa dos autos a Justiça Estadual, para continuidade do processo.

CRIADA A COOPERATIVA HABITACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES DO ESTADO DE SÃO PAULO
Cumprindo uma das propostas quando da eleição para a diretoria do Sindicato em 2000, em 22 de novembro de 2003, é fundada a Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores em Transportes do Estado de São Paulo, sendo eleito como presidente Renato de Oliveira em conjunto com o tesoureiro Isao Hosogi e demais diretores da cooperativa, de imediato procurou estruturar esse novo instrumento de luta da categoria, inaugurando a sede administrativa da COOPERTRANSP, em 14 de fevereiro de 2004. Nessa primeira fase, foi lançada a campanha de associação, quando chegamos a 3.600 associados, hoje a cooperativa conta com mais de 10 mil associados e com seu primeiro empreendimento o Conjunto Habitacional Edivaldo Santiago Silva, já concluído em fase de entrega para os consorciados sorteados.

A CHAPA DA CATEGORIA É ELEITA
No dia 13 de dezembro, em uma grande festa realizada no Ginásio da Portuguesa de Desportos, toma posse a nova diretoria para um mandato de 2003 à 2008, após um desgastante processo eleitoral, a categoria dos condutores mostrou que realmente queria exercer o direito de voto, quase 27 mil trabalhadores do transporte urbano de São Paulo compareceram às urnas nos dias 10 e 11 de novembro e elegeram a CHAPA DO RESGATE – CHAPA DA CATEGORIA, tendo a frente como candidato o companheiro Luiz Gonçalves, que pela quarta vez encabeçava uma chapa nas eleições do sindicato. Essa vitória foi conquistada com mais que o dobro de votos sobre a 2ª colocada, com a apuração realizada no Batalhão Tobias de Aguiar, acompanhada pela Justiça Civil, através de D. Eliana (Oficial de Justiça) e pelo Major Dias da ROTA, dando total transparência na apuração.

2004 – A LUTA CONTINUA COM MUITO MAIS ORGANIZAÇÃO

Nova diretoria e funcionários do Sindicato participam nos dias 16 e 17 de janeiro de 2004, do I Seminário de Organização Sindical de Diretores e Funcionários do Sindicato dos Motoristas de São Paulo, que teve como seu principal objetivo o planejamento da gestão 2003 / 2004 e o fortalecimento da unidade de ação entre todos os responsáveis pela direção do Sindicato.

VI CONGRESSO DA CATEGORIA
Realizado nos dias 10, 11, 12 e 13 de março de 2004, no município de Praia Grande São Paulo, com o tema EMPREENDENDO CONQUISTAS, CONSTRUINDO VITÓRIAS, foi também um marco na história dessa categoria, onde contamos novamente com mais de 700 delegados, provando que todas as tentativas de destruir a direção da entidade por parte do governo municipal não surtiram efeitos, pois os trabalhadores em transportes de São Paulo, como já tinham acontecido na eleição em 2003, deram mais um voto de confiança nos dirigentes do sindicato.

ATO CONTRA A VIOLÊNCIA
No dia 02 de abril, o Sindicato entrega documento contra a violência, para que fossem tomadas providências em defesa da categoria e dos usuários do transporte e pela apuração dos crimes contra ativistas sindicais, às autoridades da Segurança Pública do Estado de São Paulo, em Assembléia realizada enfrente a sede do Sindicato, que contou com a presença do Delegado Supervisor do GOE (Grupo de Operações Especiais), Dr. Clóvis Ferreira e do Coronel Casado do Comando do Policiamento da Capital (CPC)

7 DE ABRIL – DIA MUNDIAL DA SAÚDE – O TRÂNSITO É FEITO DE PESSOAS: VAMOS VALORIZAR A VIDA
No dia 07 de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou seu aniversário de fundação com o DIA MUNDIAL DA SAÚDE e o tema escolhido para esse ano foi o trânsito. O slogan escolhido no Brasil foi “O TRÂNSITO É FEITO DE PESSOAS. VALORIZE A VIDA”. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, que sempre esteve presente nas lutas da classe trabalhadora, esta participou de mais essa campanha pela valorização e condição de vida da categoria e de toda população.

ASSINADO ACORDO COLETIVO TRABALHO 2004
Dia 12 de maio, foi assinado o Acordo Coletivo de Trabalho, que representou mais um avanço nas conquistas da nossa categoria, entre esses avanços tivemos a assinatura pelo SP-URBANUSS, do Termo de Compromisso para concessão de terrenos para construção de casas aos condutores.

CONVÊNIO COM A UNINOVE

Em 4 de maio, o Sindicato oficializou uma parceria com a Universidade Nove de Julho, que garante o direito para os trabalhadores sindicalizados e seus dependentes, de fazer curso de sua livre escolha nesta Universidade, com direito a descontos especiais.
II ENCONTRO DE TRABALHADORES DA MANUTENÇÃO
O 2º Encontro de Trabalhadores da Manutenção, realizado dias 27 e 28 de julho, em Santa Isabel, teve grande participação dos condutores que debateram e sugeriram propostas para melhorar as condições de trabalho dessa área, sendo aprovado ao final do Encontro o Regimento Interno do Departamento.

HABITAÇÃO E TRANSPORTE - QUESTÃO DE CIDADANIA E INCLUSÃO SOCIAL
No dia 06 de agosto, foi realizado na sede do Sindicato, pela recém criada Secretaria de Habitação, sob a coordenação do Secretário Edivaldo Lima da Silva (Cupim), o Seminário sobre Habitação e os Trabalhadores em Transporte, que contou com a presença de representantes da Caixa Econômica Federal, Central de Movimentos Populares, Secretarias Municipal e Estadual de Habitação, Sp Urbanuss e do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo de Construção Civil, Montagem e Instalação.

ISAO HOSOGI (JORGINHO) NOVO PRESIDENTE DO SINDICATO
Após uma avaliação da direção da entidade, o presidente Luiz Gonçalves, devido as tarefas administrativas, não estava conseguindo ter uma participação mais efetiva na luta política e no relacionamento com os demais setores, tanto sindical como institucional, nesse sentido foi realizado um remanejamento através de uma resolução estatutária na direção do Sindicato, passando a exercer o cargo de Presidente Isao Hosogi (Jorginho) e o companheiro Luizinho assumindo a Secretaria de Patrimônio.

1º SEMINÁRIO DA SECRETARIA DA MULHER
Mais de 300 pessoas, entre mulheres condutoras e lideranças sindicais, prestigiaram o 1º Seminário da Secretaria da Mulher, realizado no dia 22 de setembro, no Clube de Campo Vale dos Girassóis, em Santa Isabel, mostrando a força e a unidade das trabalhadoras em transporte. O Seminário contou com a participação da Dra. Maria Tereza G. Rosa da 1º Delegacia da Mulher e representantes da diretoria e funcionários do Sindicato.


2005 – MUITO MAIS CONQUISTAS PARA A CATEGORIA
O ano de 2005, marcou mais um ano de vitórias, sendo que além da conquista de reposição salarial acima dos índices econômicos, foi novamente acordado em Acordo Coletivo de Trabalho, a doação de mais terrenos para a construção da tão sonhada casa própria para a Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores em Transportes do Estado de São Paulo, concretizando através de uma parceria com a Caixa Econômica Federal, o financiamento para construção de seu primeiro conjunto residencial, em Parada de Taipas, com 200 apartamentos, recebendo o nome de CONJUNTO HABITACIONAL EDIVALDO SANTIAGO SILVA, em homenagem ao presidente de honra de nossa entidade.

FUNDADO O INSTITUTO DE CIDADANIA “O RESGATE” E EDIVALDO SANTIAGO É ELEITO SEU PRIMEIRO PRESIDENTE

Outro marco dos trabalhadores em transportes de São Paulo, foi a criação do Instituto Cultural de Integração, Desenvolvimento e Cidadania Grupo “O Resgate”, no dia 27 de janeiro, contando em sua primeira diretoria, diversos companheiros e companheiras da luta sindical no setor de transporte, tendo a frente o ex-presidente do Sindicato, Edivaldo Santiago Silva e ainda do presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo, José Dias Trigo, com a finalidade de propiciar o atendimento e a promoção de atividades educativas de qualificação e requalificação profissional e complementação de ensino básico e fundamental, culturais, esportivas e de lazer para os trabalhadores e seus dependentes, sindicalizados a nossa entidade e outros sindicatos de transportes do Estado de São Paulo, tendo a finalidade de desenvolver o espírito de solidariedade e unidade dos trabalhadores.

INTERCÂMBIO COM O SINDICATO DOS CONDUTORES DE CURITIBA
Diretores de nossa entidade participam de intercâmbio com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas Transportadoras de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana – SINDIMOC, nos dias 22 e 23 de março, com o fim de conhecer o transporte da região que é considerado como modelo para o País.



3º ENCONTRO DO DEPARTAMENTO DE MANUTENÇÃO

Nos dias 27 e 28 de junho realizou-se o 3º Encontro do Departamento de Manutenção no Clube de Campo Vale dos Girassóis, em Santa Isabel, consagrando todo o trabalho desenvolvido pelo Sindicato na luta por melhorias do setor.

SINDICATO PARTICIPA ATIVAMENTE DA FUNDAÇÃO DA NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES
NCST, no mês de julho de 2005, com a participação de 5 mil trabalhadores, sendo 120 delegados indicados pelos trabalhadores na base de nosso Sindicato e contando com mais de 700 delegados do setor de transportes terrestres, coordenados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres – CNTTT, foi fundada a Nova Central Sindical de Trabalhadores, onde foi demonstrada a importância do setor na nova entidade.

CONDUTORES PARTICIPAM DE ATO PÚBLICO CONTRA A CORRUPÇÃO
Dezenas de companheiros condutores se uniram a representantes de 40 entidades civis para protestar contra a corrupção que tem pautado nos últimos meses a agenda do Congresso Nacional e do Governo Federal, no dia 06 de setembro com um ato silencioso, sem discursos ou palavras de ordem, percorrendo e tomando conta das principais ruas do centro da cidade.

LUIZINHO É ELEITO PRESIDENTE DA NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO

Confirmando a presença marcante dos trabalhadores em transporte, em 25 de novembro, foi fundada a NCST/SP, onde novamente marcamos uma grande presença, elegendo nosso diretor de patrimônio Luiz Gonçalves, como seu presidente e indicando ainda, como Diretor de Assuntos Jurídicos, Geraldo Diniz da Costa – Diniz e para Diretor de Assuntos Parlamentares, o assessor da nossa diretoria, Luis Antonio Festino – representando a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo. A importância do setor de transporte na NCST, não ficou restrita ao estado de São Paulo. O setor esta representado em todas as direções estaduais e na presidência das regionais estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

PARTICIPAÇÃO DECISIVA CONTRA A REFORMA SINDICAL IMPOSTA PELO FNT
O ano de 2005, marcou também a participação de nossos militantes, com o apoio do presidente Jorginho, na luta contra a tentativa de impor novamente aos sindicatos de base o atrelamento ao Estado com um agravante, dando super poderes as centrais sindicais CUT e Força Sindical, através do Projeto de Emenda Constitucional – PEC 369/2005, elaborado no Fórum Nacional do Trabalho – FNT, coordenado pelo Governo Federal. Estivemos presentes em diversas Audiências Públicas, onde não ficamos restritos as questões da Regulamentação do Art.8º da Constituição Federal, apresentando em conjunto a discussão sobre a regulamentação de profissão dos motoristas e cobradores, redução da jornada de trabalho, retorno das aposentadorias de risco (especiais).

Entre essas diversas atividades destacamos: Realização o Debate Sindical – A Reforma Sindical e os Trabalhadores em Transportes Rodoviários, no dia 02 de maio, na sede de nossa Entidade, que contou com a participação de 225 dirigentes sindicais de 43 entidades sindicais, onde destacamos: José Calixto Ramos - CNTI, Omar José Gomes – CNTTT, Rogério Magri – Força Sindical, Jorge Luiz Martins – CUT, Hugo Perez – CGT, João Batista da Silva – CAT, José Carlos de Sena – FTTRESP - Luiz Tenório de Lima – Federação dos Frentistas, Edivaldo Santiago Silva – O Resgate. Nesse dia foi apresentada a Cartilha Profissão Transporte.

SINDICATO DENUNCIA A REDUÇÃO E PRECARIEDADE DA FROTA

Em outubro de 2005, através do Presidente Jorginho, com apoio de toda a direção, o Sindicato, denuncia a retirada de parte da frota em circulação e as péssimas condições de trabalho, devido ao sistema contar com ônibus com a idade média permitida para circulação (10 anos) vencida e mais de 40% sucateados.
Efetuamos pesquisas diárias durante 15 dias, comprovando a redução da frota, ao mesmo tempo em que realizamos diversas manifestações nos terminais, pontos de parada, onde a insatisfação não era somente dos nossos trabalhadores, mas também da grande da maioria de usuários do sistema. Esse trabalho foi registrado e elaborado um documentário que foi encaminhado ao Ministério Público, Governo Municipal, vereadores da Câmara Municipal de São Paulo e a imprensa em geral, que deu grande destaque as nossa denuncias, provocando uma audiência de urgência com o Secretário Municipal de Transportes e empresários e representantes do Sindicato, onde tanto autoridades como empresários concordaram com a grave crise do sistema, que também teve a concordância do Ministério Público.

2006 - GRANDES DESAFIOS PARA A ENTIDADE E OS TRABALHADORES
Após três anos do triste episódio ocorrido em 2003, com acusações contra o Sindicato dos Motoristas de São Paulo, a entidade vem mostrando que é maior que falsas acusações através de muita luta e trabalho, com o reconhecimento da imprensa de um modo em geral, com o Sindicato voltando a ser referencia como fonte de informação, que concretizaram a realização de várias matérias sobre as condições do transporte e do trabalho na capital paulista.
Essas conquistas não ficaram restritas a imprensa, após uma luta de 5 anos o Sindicato é novamente vitorioso, com o Ministério do Trabalho expedindo a Carta Sindical que reconhece as alterações do Estatuto Social da entidade, aprovadas no 4º Congresso da Categoria e isso só foi possível após dois Mandados de Segurança na Justiça do Trabalho, solicitando a publicação e entrega do certificado. A publicação ocorreu em junho de 2005, mas a entrega do certificado não foi feita. Em fevereiro deste ano o Presidente Isao Hosogi (Jorginho) entrou com novo Mandado de Segurança e o Ministério do Trabalho foi obrigado a reconhecer os legítimos direito de organização da categoria, assinado e entregando a devida Certidão Sindical.
O lazer para os associados também não foi esquecido. No encerramento do ano de 2005, foi dado o inicio das obras dos 48 apartamentos do prédio do Centro de Turismo e Lazer da entidade no Balneário da Praia Grande, que tiveram a primeira fase das obras concluídas no mês de agosto. Essa nova opção de lazer vem somar em conjunto com a Colônia de Férias de Caraguatatuba e o Vale dos Girassóis, espaços para o merecido lazer dos trabalhadores da categoria.

EXPERIÊNCIA NA BATALHA
Em todo esse relato que estamos fazendo sobre a história do Sindicato, não podemos deixar de registrar a história dos que já se aposentaram na categoria. Eles conduziram os bondes, em décadas passadas, e ficaram conhecidos como “chapéus de bico”. Foram os iniciadores de uma luta que prossegue hoje, nas mobilizações constantes da categoria.
Participaram ativamente de todos os congressos de condutores. Apoiaram co decisão as greves. Mobilizaram-se, em caravana até Brasília, na defesa de aposentadorias dignas e contra a privatização da Previdência social. Reivindicaram passes livres e tickets-refeição.
São pessoas que lutaram na ativa e hoje, aposentadas, se mantêm firmes reivindicando e conquistando direitos que servirão também às futuras gerações de condutores.
“O mundo sindical não pode se distanciar do mundo do trabalho. Torna-se, portanto, condição necessária uma avaliação profunda da nossa prática sindical. Avaliar a prática significa refletir sobre nosso cotidiano sindical: a nossa relação com a base, com os funcionários da entidade, com as organizações da sociedade, além de aprofundar a discussão sobre a ética e democracia no movimento sindical”.

São Paulo, 30 de outubro de 2006



ISAO HOSOGI – JORGINHO
Presidente
 
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