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Excelência operacional da frota paulistana e a essencial contribuição com a melhoria da qualidade ambiental

16/05/2018

A Companhia Ambiental do Estado de Sa?o Paulo – CETESB realizou, em 2017, nas ruas e nas garagens das empresas de transporte urbano, mais uma campanha de fiscalização dos níveis de opacidade (fumaça preta) de ônibus e de caminhões, da integridade do sistema de abastecimento e injeção de Arla-32, bem como da qualidade da solução de ureia e do real teor de enxofre contido no diesel S10 (10 partes por milhão) utilizado pelas empresas.
Nas 19 ac?o?es de fiscalizac?a?o em vias públicas (caminhões) e 16 visitas te?cnicas realizadas nas garagens (ônibus urbanos), foram testados, quanto aos níveis de opacidade, um total 310 vei?culos, sendo 29 notificados por apresentarem alguma característica que impediu a realizac?a?o do teste.
Nas fiscalizações realizadas nas garagens das empresas concessionárias associadas ao SPUrbanuss, somente 01 ônibus (de um total de 136 ônibus fiscalizados) não atendeu por algum motivo os critérios e limites regulamentados na Resolução No 418/2009 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama e no Anexo 12 do Decreto Estadual 8468/1976, atualizado pelo Decreto Estadual No 54.487/2009.
Esse resultado constata, objetivamente, que a frota de ônibus urbanos de São Paulo está entre as mais limpas do mundo; ele é compatível com os baixíssimos níveis de reprovação na verificação inicial, conforme observado nas inspeções anuais no Programa IM/SP da Prefeitura de São Paulo, operado pela empresa Controlar entre 2008 e 2013.
O Arla-32 (solução de 32% de ureia) é o insumo que garante a eficiência do reator químico (SCR – Selective Catalytic Reduction System) dos veículos de Classe Tecnológica Euro 5 (Fase P7 do Proconve) e, consequentemente, os níveis mais reduzidos de emissão de óxidos de nitrogênio – NOx – um dos poluentes tóxicos precursores da formação do danoso ozônio troposférico (O3), também tóxico para quem o inala, considerado como o mais crítico dos poluentes, depois do material particulado ultrafino (MP2.5).
Nenhuma não-conformidade no sistema de injeção e na qualidade da solução de ureia (Arla 32) foi encontrada nos veículos inspecionados nas 16 empresas visitadas. O mesmo ocorreu quanto ao teor de enxofre do diesel S10 utilizado na operação. Novamente, é importante ressaltar, que se trata de resultado típico das melhores e mais bem mantidas frotas transportadoras do planeta.
Essa excelência observada na manutenção da frota de ônibus em São Paulo não é fruto do acaso. É resultado de uma longa tradição de harmoniosa colaboração das empresas com os organismos oficiais gestores de transporte público e meio ambiente do Município e do Estado de São Paulo; além, é claro, da cultura da qualidade ambiental forjada nas empresas ao longo das últimas décadas. Entretanto, essa virtuose não seria possível sem o intenso treinamento e o alto padrão de qualidade técnico-profissional das equipes de manutenção, operação e logística das operadoras, que realizam os serviços de sua responsabilidade de forma ambientalmente consciente e dedicada, extraindo sempre os melhores resultados ambie ntais do material rodante.
Entre as diversas ações ambientais realizadas sistematicamente pelas empresas, destacam-se: participação em treinamentos conceituais e teóricos ministrados pela Cetesb, São Paulo Transportes – SPTrans e fabricantes de veículos, sobre meio ambiente e práticas sustentáveis de manutenção e manejo de garagens; participação no Programa de Melhoria de Manutenção de Veículos a Diesel – PMMVD, coordenado pela Cetesb, que estabelece, há cerca de duas décadas, o compromisso firme e auditado das empresas em realizar o monitoramento frequente da frota quanto aos níveis de opacidade; atividades de monitoramento de emissão de poluentes realizado de modo amostral pela SPTrans; atividades permanentes de autofiscalização em garagens com o uso do equipame nto opacímetro digital (item diário de manutenção preventiva) e no campo, mediante o uso da Escala de Ringelmann (verificação visual do grau de coloração da fumaça); implementação de práticas sustentáveis de recepção, manuseio e armazenagem de combustíveis; realização, em parceria com gestores governamentais e fabricantes, de toda sorte de testes de novas tecnologias, combustíveis, sistemas de controle, componentes e práticas de gestão ambiental e redução de emissões; adoção de práticas sustentáveis de manejo e descarte de resíduos, peças de reposição, óleo usado, baterias e pneus; tratamento de águas de lavagem dos veículos, coleta de água de chuva, entre outras atividades sustentáveis.
Esse abrangente leque de ações compõe um amplo e consistente mecanismo de gestão ambiental, que é motivo de orgulho para empresários e colaboradores. Assim, nos credenciamos para poder afirmar com convicção, que tudo isso também é motivo de orgulho para os próprios gestores governamentais e auditores responsáveis pela supervisão, fiscalização e certificação da qualidade ambiental do sistema paulistano de transporte coletivo de passageiros.

 

FONTE: SPUrbanuss

http://www.spurbanuss.com.br/comunicacao/visualizar/clipping/excelencia-operacional-da-frota-paulistana-e-a-essencial-contribuicao-com-a-melhoria-da-qualidade-ambiental

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