O SINDICATO / História

2013 até a presente a data: GESTÃO NOVENTA representa a volta das lutas, das conquistas e do orgulho de ser “chapéu de bico”.

Desde o dia 13 de dezembro de 2013 quando foi empossada a nova diretoria do Sindicato dos Condutores\SP tendo como presidente e líder maior dos trabalhadores em transportes, Valdevan Noventa, a categoria foi tomada por uma onda de otimismo. Depois de uma administração apagada, inoperante e submissa aos interesses do patronal, a Gestão Noventa veio com toda força e vontade para fazer a diferença. Tão logo assumiu o Sindicato arregaçou as mangas e foi à luta honrar seu programa de trabalho.

Fim do Genérico: Em um dos seus primeiros atos, Noventa decretou o fim do genérico no sistema, acabando com este regime perverso de exploração dos trabalhadores que se estendeu por muitos anos com o consentimento da administração passada;

Campanhas Salariais Vitoriosas: foram três campanhas salariais muito difíceis (2014 \ 2015 \ 2016). As negociações com o setor patronal aconteceram em meio à grave crise econômica e instabilidade política do País, mas mesmo assim com habilidade e competência a Gestão Noventa superou as expectativas ao firmar a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria com significativos avanços, inclusive, a garantia de reajuste salarial. Vale lembrar que o cenário nacional é desolador com desemprego em massa e outras categorias profissionais trocando benefícios pela manutenção dos postos de trabalho;

Participação nos Lucros e Resultados (PLR): a direção do Sindicato não deu “mole” para a choradeira dos empresários e, na campanha salarial de 2016, garantiu uma PLR de R$1.300,00 para os trabalhadores(as);

Cesta Básica: mudava a administração do Sindicato, mas a cesta básica continuava de baixa qualidade. A Gestão Noventa enfrentou o problema, comprou a “briga” com as empresas e melhorou consideravelmente os produtos alimentícios que compõem a cesta. Os trabalhadores e suas famílias agora estão satisfeitos. Porém, o Sindicato sabe que é preciso continuar vigilante e denunciar o patrão que quer lucrar com o fornecimento de cesta básica inferior ao que determina a Convenção Coletiva.

Assistência Odontológica: valeu a persistência dos nossos dirigentes sindicais que quebraram a intransigência patronal e garantiram aos trabalhadores em transportes o direito ao plano odontológico a um baixíssimo custo. O próximo passo da Gestão Noventa é buscar a gratuidade do serviço;

Plano de Cargos e Salários do Setor de Manutenção: em várias campanhas salariais colocaram na pauta de reivindicações o plano de cargos e salários do setor da manutenção, mas o fato é que nunca saiu do papel por falta de empenho das administrações passadas. A Gestão Noventa provou que não vive promessas, honra seus compromissos com os trabalhadores. Na campanha salarial deste ano conseguiu o grande feito de regularizar a situação dos companheiros da manutenção, acabou essa história de nomenclatura para designar uma função. Em breve, conforme foi acordado com o sindicato patronal, será implantado um novo plano de cargos e salários;

Sorteio de Carros: em cumprimento ao programa de trabalho assumido ainda durante o processo eleitoral do Sindicato, a Gestão Noventa já fez a alegria de vários companheiros(as). Ao todo foram entregues 25 carros zero km e mais serão sorteados na Festa do Dia do Motorista, em julho;

Garantia do Emprego dos Cobradores: sem dúvida foi o maior desafio da Gestão Noventa. O prefeito Fernando Haddad em conluio com os vereadores aprovou uma lei absurda que desobrigava as empresas de ônibus de manter os cobradores com o objetivo de extinguir a função em um curto prazo de tempo. O presidente do Sindicato coordenou pessoalmente o departamento jurídico da entidade sobre o assunto e, após detectar as irregularidades na lei, entrou com processo e ganhou todos os recursos, inclusive, na Suprema Corte, em Brasília. Porém, a vitória derradeira contra o inimigo número 1 da categoria, o prefeito Fernando Haddad, foi a decisão definitiva do Tribunal de Justiça\SP que deu a sentença determinando a manutenção dos cobradores dentro dos ônibus. Noventa considera a maior vitória na sua gestão por sua importância social, pois garantiu o emprego de 24 mil pais de famílias.

E a certeza da volta das lutas e das conquistas.

após 2000

2000 - O SINDICATO NOVAMENTE SOB O COMANDO DE EDIVALDO SANTIAGO
Coincidentemente o Partido dos Trabalhadores, volta para Prefeitura de São Paulo, com a eleição de Marta Suplicy, e o Sindicato dos Condutores volta para o comando do companheiro Edivaldo Santiago da Silva, como já havia acontecido no final dos anos 80, tendo como uma das principais preocupações da chapa coordenada pelo Grupo “O RESGATE”, a questão social que envolvia a qualificação profissional, elevação de escolaridade dos trabalhadores em transportes e seus familiares, com a questão cultural, de lazer e da moradia, além da garantia das condições de trabalho, luta por salário digno e a reconquista de direitos perdidos no último mandato sindical.

2001 – GRAVE SITUAÇÃO HERDADA NO SISTEMA DE TRANSPORTE E SINDICAL
A nova direção do Sindicato entendendo a grave situação herdada no setor de transporte pela também nova administração municipal, ao mesmo tempo em que continuava defendendo as conquistas de anos de luta dos trabalhadores, não perdeu de vista a importância que o transporte urbano por ônibus coletivos representa para a cidade, apontou falhas do sistema e o que é mais importante propôs soluções assinando com a Prefeitura um acordo com dez pontos, na tentativa de melhorias do transporte na cidade.
Mas o que aconteceu de fato, foi a falta de uma política que atendesse aos interesses de todos na prestação de um serviço público eficiente de transportes.
Ao contrario do que se esperava a Prefeitura através da Secretaria Municipal de Transportes e da SPTrans, realizou ações tímidas tanto na área de infra-estrutura, quanto na fiscalização, fizeram muita maquiagem, mas, de concreto mesmo pouca coisa ocorreu, faltou um projeto de transportes para a cidade.
O dialogo entre Administração e trabalhadores foi o pior possível, devido à prepotência dos administradores municipais, o novo Secretário até o momento não disse à que veio, mas os problemas continuam se avolumando, trazendo prejuízos para os trabalhadores e a população.

É HORA DE RECUPERAR A ESTRUTURA ADMINISTRATIVA E A CAPACIDADE DE LUTA DA ENTIDADE
A dívida da entidade era enorme, mais de sete milhões, a sede estava caindo aos pedaços e as subsedes estavam penhoradas, os patrões deitavam e rolavam em cima da categoria, o sistema de transportes na cidade vinha de uma situação igual a do sindicato, sem comando.
Em pouco tempo e com muito empenho fomos para luta e já do decorrer do ano, a começar pela reforma total da sede e a implantação do Departamento Odontológico, renegociações e pagamento de dívidas, reaparelhamento das subsedes, Colônia e Balneário, implementação do Departamento de Multas e Despachante.

4º CONGRESSO DA CATEGORIA
O presidente Edivaldo Santiago, que já havia coordenado os três primeiros congressos da categoria, em 1989, 1991 e 1993, apresenta a importância da realização do 4º Congresso, devido principalmente às transformações ocorridas no mundo do trabalho e sindical no País, após a Constituição Federal de 1988, aprovando modificações no Estatuto da entidade e a filiação a central Força Sindical, que naquele momento apresentava melhores perspectivas de realizações da luta política em defesa dos trabalhadores.

2001 / 2002 – CAMPANHAS SALARIAIS
As campanhas salariais de 2001 e 2002, foram vitoriosas para os trabalhadores, principalmente em virtude de muita luta da nova direção da entidade, mesmo na situação em que o Sindicato foi assumido devido aos estragos provocados a entidade pela direção anterior.
Nas garagens a luta não foi diferente, foram greves, mobilizações e protestos em defesa dos direitos dos condutores, culminando com o fechamento da Campanha Salarial 2001, no mês de agosto, onde após muita mobilização, conquistamos do TRANSURB a redução da jornada diária de 7:10 para 7:00 horas, ressaltando que a jornada efetivamente passou a ser de 6:30 horas com 30 minutos de refeição remunerada, impedindo definitivamente a implantação do Banco de Horas em nossa categoria.
Com a redução da jornada diária de trabalho, o salário hora dos motoristas passou a ser R$4,51 e dos cobradores de R$2,60 o que representou um reajuste médio de 8,5% no salário da categoria.
Em 2002, foi uma Campanha Salarial para ficar na história do movimento sindical, essa foi à conclusão do Seminário de Avaliação da Campanha Salarial – 2002, realizado em Santa Isabel nos dias 28 e 29 de maio de 2002.
Uma das razões de se chegar a essa conclusão deve-se pelo fato dos compromissos assumidos com a categoria, ora tratando de problemas cotidianos dos trabalhadores nas empresas em virtude do não cumprimento do acordo coletivo, atrasos no pagamento e outras questões, ora enfrentadas manobras patronais tais como redução da frota e a tentativa de retirada de direitos, como o tíquete refeição e até problemas relacionados com a segurança pública retratada nos freqüentes assaltos e assassinatos de companheiros.
No quadro complicado em que se encontrava o sistema de transportes em São Paulo, com o não cumprimento do acordo coletivo, excesso de horas extras e outras mazelas praticadas pelas empresas, a campanha salarial de 2002 se configurava como uma das mais difíceis da história desta categoria; nossas previsões se concretizaram, pois os patrões se mostravam irredutíveis na concessão de qualquer benefício ou reajuste salarial e mais, tentavam retirar benefícios históricos como tíquete refeição.
Com reuniões decepcionantes com o setor patronal, com a administração pública que insistia em se omitir do debate, mas soubemos fazer novas formas de mobilizações, com paralisações criativas e inteligentes, tais como: assembléias por regiões, reservados e recolhimento da frota no entre pico, ganhando a simpatia da opinião pública, a greve como instrumento legítimo de pressão não foi banalizada.
A negociação foi deixada de lado, com os patrões instaurando o dissídio. Construímos uma articulação jurídico-institucional com o apoio da Força Sindical e, mantivemos a categoria em permanente situação de mobilização, pois estávamos dispostos a garantir nossos direitos a qualquer preço.
O resultado do julgamento no TRT mostrou que trilhamos o caminho correto, demonstrando a força da nossa mobilização, mas agindo sempre com inteligência, controlando a ansiedade e corrigindo rotas.

2003 – UM ANO COM MUITO DE MUITA PERSEGUIÇÃO AOS DIRIGENTES DO SINDICATO, MAS TAMBÉM COM MUITAS VITÓRIAS 
O ano de 2003 inicia com muito movimento para os condutores de São Paulo, nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro de 2003, na cidade de Praia Grande, é realizado o 5º Congresso da Categoria, que contou com a participação de 700 delegados, que aprovou entre os principais pontos de atuação em primeiro lugar uma profunda discussão da grave crise do setor de transporte público em São Paulo. Quanto à organização da categoria foi aprovado a criação das secretarias de habitação, a secretaria da mulher e o departamento de manutenção, com o diretor sendo eleito em conjunto com os demais membros da diretoria na próxima eleição do Sindicato.

PLENÁRIA NACIONAL PELA VOLTA DAS APOSENTADORIAS DE RISCO (ESPECIAL)
Em 28 de março, em conjunto com a Federação Estadual dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres – CNTTT, e o Sindicato, acatando decisão dos delegados presentes no 5º Congresso dos Condutores de São Paulo, organiza a grande PLENÁRIA NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES PELA VOLTA DA APOSENTADORIA DE RISCO (ESPECIAL), que contou com mais 1000 representantes dos trabalhadores em transportes de todo o Brasil.

ATO PARA ENTREGA DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES REÚNE MAIS DE 5 MIL CONDUTORES
Ato contra ameaça de demissão de mais de 10 mil pais de família no transporte coletivo urbano da cidade de São Paulo, foi realizado no dia 19 de março na Sptrans, quando também foi entregue a pauta de reivindicações da categoria. Mais de 5 mil trabalhadores saíram do Sindicato e foram em passeata até a Rua 13 de Maio (sede da Sptrans), onde foi promovido uma das maiores concentrações da categoria, na entrega da pauta de acordo coletivo.

1º ENCONTRO DE TRABALHADORES DA MANUTENÇÃO
O 1º Encontro dos Trabalhadores da Manutenção, realizado no dia 04 de abril, no Clube de Campo de Santa Isabel, representou um passo fundamental na formulação e encaminhamentos das prioridades desse setor, rumo a criação do Departamento da Manutenção e um Plano de Cargos e Salários, evento esse, que é resultado das resoluções aprovadas no 5º Congresso dos Condutores.

NOVE EMPRESAS FECHADAS, 10.800 DEMISSÕES
Após dois anos de mandato, quando da implantação do novo sistema de transporte no dia 05 de abril de 2003, os trabalhadores foram surpreendidos com o fechamento de nove empresas e a demissão de 10.800 funcionários, sem que houvesse um planejamento prévio por parte do Poder Publico e um diálogo com o sindicato da categoria, que cumpriu o seu legítimo papel na defesa do emprego. Após esse fato, sucedeu uma série de confrontos entre a administração e os representantes dos trabalhadores, culminando com uma greve de dois dias.
Esses acontecimentos levaram a prisão em 19 de maio, 18 sindicalistas e um assessor do Sindicato, com a mídia e a Prefeitura promovendo um verdadeiro “linchamento” da entidade e dos diretores, sem direito de defesa, constituindo-se uma das atitudes mais bárbaras do País contra o movimento sindical dos últimos anos, demonstrando total falta de escrúpulos e ética, fato que poderia ter se tornado um precedente perigoso contra as representações dos trabalhadores, na medida em que permitiu a invasão de uma entidade sindical pela Polícia Federal.
Passados mais de dois anos após a denuncia e prisão dos dirigentes do Sindicato, a verdade começa aparecer com a não comprovação do envolvimento dos diretores do sindicato com as fraudes que foram praticadas. A MM. Juíza Federal da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Dra. Margarete Moraes Simão Martinez Sacristan, nos autos do processo, entendeu que não houve crime contra a organização do trabalho, como também não foi recebida a denúncia quanto a desobediência, desta forma se deu por incompetente, determinando a remessa dos autos a Justiça Estadual, para continuidade do processo.

CRIADA A COOPERATIVA HABITACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES DO ESTADO DE SÃO PAULO
Cumprindo uma das propostas quando da eleição para a diretoria do Sindicato em 2000, em 22 de novembro de 2003, é fundada a Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores em Transportes do Estado de São Paulo, sendo eleito como presidente Renato de Oliveira em conjunto com o tesoureiro Isao Hosogi e demais diretores da cooperativa, de imediato procurou estruturar esse novo instrumento de luta da categoria, inaugurando a sede administrativa da COOPERTRANSP, em 14 de fevereiro de 2004. Nessa primeira fase, foi lançada a campanha de associação, quando chegamos a 3.600 associados, hoje a cooperativa conta com mais de 10 mil associados e com seu primeiro empreendimento o Conjunto Habitacional Edivaldo Santiago Silva, já concluído em fase de entrega para os consorciados sorteados.

A CHAPA DA CATEGORIA É ELEITA
No dia 13 de dezembro, em uma grande festa realizada no Ginásio da Portuguesa de Desportos, toma posse a nova diretoria para um mandato de 2003 à 2008, após um desgastante processo eleitoral, a categoria dos condutores mostrou que realmente queria exercer o direito de voto, quase 27 mil trabalhadores do transporte urbano de São Paulo compareceram às urnas nos dias 10 e 11 de novembro e elegeram a CHAPA DO RESGATE – CHAPA DA CATEGORIA, tendo a frente como candidato o companheiro Luiz Gonçalves, que pela quarta vez encabeçava uma chapa nas eleições do sindicato. Essa vitória foi conquistada com mais que o dobro de votos sobre a 2ª colocada, com a apuração realizada no Batalhão Tobias de Aguiar, acompanhada pela Justiça Civil, através de D. Eliana (Oficial de Justiça) e pelo Major Dias da ROTA, dando total transparência na apuração.

2004 – A LUTA CONTINUA COM MUITO MAIS ORGANIZAÇÃO 
Nova diretoria e funcionários do Sindicato participam nos dias 16 e 17 de janeiro de 2004, do I Seminário de Organização Sindical de Diretores e Funcionários do Sindicato dos Motoristas de São Paulo, que teve como seu principal objetivo o planejamento da gestão 2003 / 2004 e o fortalecimento da unidade de ação entre todos os responsáveis pela direção do Sindicato.

VI CONGRESSO DA CATEGORIA 
Realizado nos dias 10, 11, 12 e 13 de março de 2004, no município de Praia Grande São Paulo, com o tema EMPREENDENDO CONQUISTAS, CONSTRUINDO VITÓRIAS, foi também um marco na história dessa categoria, onde contamos novamente com mais de 700 delegados, provando que todas as tentativas de destruir a direção da entidade por parte do governo municipal não surtiram efeitos, pois os trabalhadores em transportes de São Paulo, como já tinham acontecido na eleição em 2003, deram mais um voto de confiança nos dirigentes do sindicato.

ATO CONTRA A VIOLÊNCIA
No dia 02 de abril, o Sindicato entrega documento contra a violência, para que fossem tomadas providências em defesa da categoria e dos usuários do transporte e pela apuração dos crimes contra ativistas sindicais, às autoridades da Segurança Pública do Estado de São Paulo, em Assembléia realizada enfrente a sede do Sindicato, que contou com a presença do Delegado Supervisor do GOE (Grupo de Operações Especiais), Dr. Clóvis Ferreira e do Coronel Casado do Comando do Policiamento da Capital (CPC)

7 DE ABRIL – DIA MUNDIAL DA SAÚDE – O TRÂNSITO É FEITO DE PESSOAS: VAMOS VALORIZAR A VIDA 
No dia 07 de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou seu aniversário de fundação com o DIA MUNDIAL DA SAÚDE e o tema escolhido para esse ano foi o trânsito. O slogan escolhido no Brasil foi “O TRÂNSITO É FEITO DE PESSOAS. VALORIZE A VIDA”. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, que sempre esteve presente nas lutas da classe trabalhadora, esta participou de mais essa campanha pela valorização e condição de vida da categoria e de toda população.

ASSINADO ACORDO COLETIVO TRABALHO 2004 
Dia 12 de maio, foi assinado o Acordo Coletivo de Trabalho, que representou mais um avanço nas conquistas da nossa categoria, entre esses avanços tivemos a assinatura pelo SP-URBANUSS, do Termo de Compromisso para concessão de terrenos para construção de casas aos condutores.

CONVÊNIO COM A UNINOVE
Em 4 de maio, o Sindicato oficializou uma parceria com a Universidade Nove de Julho, que garante o direito para os trabalhadores sindicalizados e seus dependentes, de fazer curso de sua livre escolha nesta Universidade, com direito a descontos especiais.


II ENCONTRO DE TRABALHADORES DA MANUTENÇÃO 
O 2º Encontro de Trabalhadores da Manutenção, realizado dias 27 e 28 de julho, em Santa Isabel, teve grande participação dos condutores que debateram e sugeriram propostas para melhorar as condições de trabalho dessa área, sendo aprovado ao final do Encontro o Regimento Interno do Departamento.

HABITAÇÃO E TRANSPORTE - QUESTÃO DE CIDADANIA E INCLUSÃO SOCIAL
No dia 06 de agosto, foi realizado na sede do Sindicato, pela recém criada Secretaria de Habitação, sob a coordenação do Secretário Edivaldo Lima da Silva (Cupim), o Seminário sobre Habitação e os Trabalhadores em Transporte, que contou com a presença de representantes da Caixa Econômica Federal, Central de Movimentos Populares, Secretarias Municipal e Estadual de Habitação, Sp Urbanuss e do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo de Construção Civil, Montagem e Instalação.

ISAO HOSOGI (JORGINHO) NOVO PRESIDENTE DO SINDICATO 
Após uma avaliação da direção da entidade, o presidente Luiz Gonçalves, devido as tarefas administrativas, não estava conseguindo ter uma participação mais efetiva na luta política e no relacionamento com os demais setores, tanto sindical como institucional, nesse sentido foi realizado um remanejamento através de uma resolução estatutária na direção do Sindicato, passando a exercer o cargo de Presidente Isao Hosogi (Jorginho) e o companheiro Luizinho assumindo a Secretaria de Patrimônio.

1º SEMINÁRIO DA SECRETARIA DA MULHER 
Mais de 300 pessoas, entre mulheres condutoras e lideranças sindicais, prestigiaram o 1º Seminário da Secretaria da Mulher, realizado no dia 22 de setembro, no Clube de Campo Vale dos Girassóis, em Santa Isabel, mostrando a força e a unidade das trabalhadoras em transporte. O Seminário contou com a participação da Dra. Maria Tereza G. Rosa da 1º Delegacia da Mulher e representantes da diretoria e funcionários do Sindicato.


2005 – MUITO MAIS CONQUISTAS PARA A CATEGORIA
O ano de 2005, marcou mais um ano de vitórias, sendo que além da conquista de reposição salarial acima dos índices econômicos, foi novamente acordado em Acordo Coletivo de Trabalho, a doação de mais terrenos para a construção da tão sonhada casa própria para a Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores em Transportes do Estado de São Paulo, concretizando através de uma parceria com a Caixa Econômica Federal, o financiamento para construção de seu primeiro conjunto residencial, em Parada de Taipas, com 200 apartamentos, recebendo o nome de CONJUNTO HABITACIONAL EDIVALDO SANTIAGO SILVA, em homenagem ao presidente de honra de nossa entidade.

FUNDADO O INSTITUTO DE CIDADANIA “O RESGATE” E EDIVALDO SANTIAGO É ELEITO SEU PRIMEIRO PRESIDENTE 
Outro marco dos trabalhadores em transportes de São Paulo, foi a criação do Instituto Cultural de Integração, Desenvolvimento e Cidadania Grupo “O Resgate”, no dia 27 de janeiro, contando em sua primeira diretoria, diversos companheiros e companheiras da luta sindical no setor de transporte, tendo a frente o ex-presidente do Sindicato, Edivaldo Santiago Silva e ainda do presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo, José Dias Trigo, com a finalidade de propiciar o atendimento e a promoção de atividades educativas de qualificação e requalificação profissional e complementação de ensino básico e fundamental, culturais, esportivas e de lazer para os trabalhadores e seus dependentes, sindicalizados a nossa entidade e outros sindicatos de transportes do Estado de São Paulo, tendo a finalidade de desenvolver o espírito de solidariedade e unidade dos trabalhadores.

INTERCÂMBIO COM O SINDICATO DOS CONDUTORES DE CURITIBA
Diretores de nossa entidade participam de intercâmbio com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas Transportadoras de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana – SINDIMOC, nos dias 22 e 23 de março, com o fim de conhecer o transporte da região que é considerado como modelo para o País.

3º ENCONTRO DO DEPARTAMENTO DE MANUTENÇÃO
Nos dias 27 e 28 de junho realizou-se o 3º Encontro do Departamento de Manutenção no Clube de Campo Vale dos Girassóis, em Santa Isabel, consagrando todo o trabalho desenvolvido pelo Sindicato na luta por melhorias do setor.

SINDICATO PARTICIPA ATIVAMENTE DA FUNDAÇÃO DA NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES 
NCST, no mês de julho de 2005, com a participação de 5 mil trabalhadores, sendo 120 delegados indicados pelos trabalhadores na base de nosso Sindicato e contando com mais de 700 delegados do setor de transportes terrestres, coordenados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres – CNTTT, foi fundada a Nova Central Sindical de Trabalhadores, onde foi demonstrada a importância do setor na nova entidade.

CONDUTORES PARTICIPAM DE ATO PÚBLICO CONTRA A CORRUPÇÃO
Dezenas de companheiros condutores se uniram a representantes de 40 entidades civis para protestar contra a corrupção que tem pautado nos últimos meses a agenda do Congresso Nacional e do Governo Federal, no dia 06 de setembro com um ato silencioso, sem discursos ou palavras de ordem, percorrendo e tomando conta das principais ruas do centro da cidade.

LUIZINHO É ELEITO PRESIDENTE DA NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO 
Confirmando a presença marcante dos trabalhadores em transporte, em 25 de novembro, foi fundada a NCST/SP, onde novamente marcamos uma grande presença, elegendo nosso diretor de patrimônio Luiz Gonçalves, como seu presidente e indicando ainda, como Diretor de Assuntos Jurídicos, Geraldo Diniz da Costa – Diniz e para Diretor de Assuntos Parlamentares, o assessor da nossa diretoria, Luis Antonio Festino – representando a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo. A importância do setor de transporte na NCST, não ficou restrita ao estado de São Paulo. O setor esta representado em todas as direções estaduais e na presidência das regionais estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

PARTICIPAÇÃO DECISIVA CONTRA A REFORMA SINDICAL IMPOSTA PELO FNT 
O ano de 2005, marcou também a participação de nossos militantes, com o apoio do presidente Jorginho, na luta contra a tentativa de impor novamente aos sindicatos de base o atrelamento ao Estado com um agravante, dando super poderes as centrais sindicais CUT e Força Sindical, através do Projeto de Emenda Constitucional – PEC 369/2005, elaborado no Fórum Nacional do Trabalho – FNT, coordenado pelo Governo Federal. Estivemos presentes em diversas Audiências Públicas, onde não ficamos restritos as questões da Regulamentação do Art.8º da Constituição Federal, apresentando em conjunto a discussão sobre a regulamentação de profissão dos motoristas e cobradores, redução da jornada de trabalho, retorno das aposentadorias de risco (especiais).

Entre essas diversas atividades destacamos: Realização o Debate Sindical – A Reforma Sindical e os Trabalhadores em Transportes Rodoviários, no dia 02 de maio, na sede de nossa Entidade, que contou com a participação de 225 dirigentes sindicais de 43 entidades sindicais, onde destacamos: José Calixto Ramos - CNTI, Omar José Gomes – CNTTT, Rogério Magri – Força Sindical, Jorge Luiz Martins – CUT, Hugo Perez – CGT, João Batista da Silva – CAT, José Carlos de Sena – FTTRESP - Luiz Tenório de Lima – Federação dos Frentistas, Edivaldo Santiago Silva – O Resgate. Nesse dia foi apresentada a Cartilha Profissão Transporte.

SINDICATO DENUNCIA A REDUÇÃO E PRECARIEDADE DA FROTA 
Em outubro de 2005, através do Presidente Jorginho, com apoio de toda a direção, o Sindicato, denuncia a retirada de parte da frota em circulação e as péssimas condições de trabalho, devido ao sistema contar com ônibus com a idade média permitida para circulação (10 anos) vencida e mais de 40% sucateados.
Efetuamos pesquisas diárias durante 15 dias, comprovando a redução da frota, ao mesmo tempo em que realizamos diversas manifestações nos terminais, pontos de parada, onde a insatisfação não era somente dos nossos trabalhadores, mas também da grande da maioria de usuários do sistema. Esse trabalho foi registrado e elaborado um documentário que foi encaminhado ao Ministério Público, Governo Municipal, vereadores da Câmara Municipal de São Paulo e a imprensa em geral, que deu grande destaque as nossa denuncias, provocando uma audiência de urgência com o Secretário Municipal de Transportes e empresários e representantes do Sindicato, onde tanto autoridades como empresários concordaram com a grave crise do sistema, que também teve a concordância do Ministério Público.

2006 - GRANDES DESAFIOS PARA A ENTIDADE E OS TRABALHADORES 
Após três anos do triste episódio ocorrido em 2003, com acusações contra o Sindicato dos Motoristas de São Paulo, a entidade vem mostrando que é maior que falsas acusações através de muita luta e trabalho, com o reconhecimento da imprensa de um modo em geral, com o Sindicato voltando a ser referencia como fonte de informação, que concretizaram a realização de várias matérias sobre as condições do transporte e do trabalho na capital paulista.
Essas conquistas não ficaram restritas a imprensa, após uma luta de 5 anos o Sindicato é novamente vitorioso, com o Ministério do Trabalho expedindo a Carta Sindical que reconhece as alterações do Estatuto Social da entidade, aprovadas no 4º Congresso da Categoria e isso só foi possível após dois Mandados de Segurança na Justiça do Trabalho, solicitando a publicação e entrega do certificado. A publicação ocorreu em junho de 2005, mas a entrega do certificado não foi feita. Em fevereiro deste ano o Presidente Isao Hosogi (Jorginho) entrou com novo Mandado de Segurança e o Ministério do Trabalho foi obrigado a reconhecer os legítimos direito de organização da categoria, assinado e entregando a devida Certidão Sindical.
O lazer para os associados também não foi esquecido. No encerramento do ano de 2005, foi dado o inicio das obras dos 48 apartamentos do prédio do Centro de Turismo e Lazer da entidade no Balneário da Praia Grande, que tiveram a primeira fase das obras concluídas no mês de agosto. Essa nova opção de lazer vem somar em conjunto com a Colônia de Férias de Caraguatatuba e o Vale dos Girassóis, espaços para o merecido lazer dos trabalhadores da categoria.

EXPERIÊNCIA NA BATALHA
Em todo esse relato que estamos fazendo sobre a história do Sindicato, não podemos deixar de registrar a história dos que já se aposentaram na categoria. Eles conduziram os bondes, em décadas passadas, e ficaram conhecidos como “chapéus de bico”. Foram os iniciadores de uma luta que prossegue hoje, nas mobilizações constantes da categoria.
Participaram ativamente de todos os congressos de condutores. Apoiaram co decisão as greves. Mobilizaram-se, em caravana até Brasília, na defesa de aposentadorias dignas e contra a privatização da Previdência social. Reivindicaram passes livres e tickets-refeição.
São pessoas que lutaram na ativa e hoje, aposentadas, se mantêm firmes reivindicando e conquistando direitos que servirão também às futuras gerações de condutores.
“O mundo sindical não pode se distanciar do mundo do trabalho. Torna-se, portanto, condição necessária uma avaliação profunda da nossa prática sindical. Avaliar a prática significa refletir sobre nosso cotidiano sindical: a nossa relação com a base, com os funcionários da entidade, com as organizações da sociedade, além de aprofundar a discussão sobre a ética e democracia no movimento sindical”.

1990 a 1999

1990 - O PODER DAS GARAGENS – I ENCONTRO DAS COMISSÕES DE GARAGENS
Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, entre 19 e 21 de outubro de 1990, foi realizado o I Encontro das Comissões de Garagem. O saldo foi muito positivo. Em cada uma das onze garagens da CMTC, em cada um dos quatro complexos, existiu uma Comissão atuando 24 horas por dia, pois os membros das comissões eram distribuídos entre os diversos turnos de trabalho.
Das empresas particulares, de um total de 53 garagens, 43 tiveram sua comissão organizada. Entre um dos seus coordenadores estava presente ISAO HOSOGI – JORGINHO, que viria a se tornar presidente da entidade em 2004.
As comissões organizaram cursos, debates, palestras. E também festas. Constituía-se na alma das greves. A categoria dizia, a voz corrente, que onde tem comissão, pára.

GREVE DE TRÊS DIAS
Nos dias 01, 02 e 03 de fevereiro de 1990, o Sindicato da continuidade a luta por melhores condições de trabalho e salário e realiza uma paralisação que durou três dias.

CARGA PESADA, TAXISTAS NA BATALHA, LUTA NO CONCRETO.
No ano de 1990, a representação do Sindicato se estendia a diversas categorias, como o setor de cargas, taxistas de frota, concreto, coleta de lixo urbano, entre outros, onde também travamos lutas históricas, como a realizada nos meses de fevereiro, junho e julho de 1990, quando os trabalhadores em transportes de carga foram à greve. Lutavam pela recuperação do poder dos salários e por equiparação com os trabalhadores do transporte coletivo.
Os taxistas de frota organizaram várias mobilizações, chegaram a ocupar a Secretaria Municipal de Transporte (SMT) em 17 de outubro de 1990, em cumprimento da lei municipal, pela garantia do registro em carteira e diária tabelada.
Para consagrar de vez 1990 como ano do avanço da consciência e organização da categoria, em mais de uma ocasião os trabalhadores das concreteiras foram à luta por seus direitos.

1991 – 2º CONGRESSO DOS CONDUTORES
Mais de 400 delegados reuniram-se em Santos, no dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 1991, para participar do II Congresso dos Condutores.
O que ficou claro nesse congresso, mais que o próprio aumento numérico da participação, foi o amadurecimento da categoria e sua capacidade de abordar temas mais amplos, além da própria reivindicação por melhores salários e condições de trabalho.
Os congressistas aprovaram por consenso que a administração municipal teria que começar a enxergar os trabalhadores do sistema como personagens essenciais à recuperação do transporte público e de sua principal empresa e protestaram com veemência quando foi citada a idéia de substituir os cobradores por catracas eletrônicas.
Foi aprovada ainda, uma ampla mobilização contra a política recessiva e antinacional do governo Collor. E rejeitou as tentativas cínicas do Palácio do Planalto para fingir um “entendimento” com os trabalhadores depois de ter esvaziado seus bolsos. Fortaleceu os órgãos que ampliam a democracia interna no Sindicato – em especial as comissões de garagem e CIPAs. Numa decisão inédita e ousada, o Congresso decidiu criar ainda a Escola dos Trabalhadores em Transportes de São Paulo.

ELLE NUNCA NOS ENGANOU
Em maio de 1991 os condutores de São Paulo, unidos aos do ABC, aos metroviários e bancários, ganharam as ruas do centro da capital e realizaram a primeira grande manifestação contra o Plano Collor e sempre bom lembrar que um dos organizadores desta manifestação era o nosso presidente Luiz Gonçalves, que na época era presidente da CUT Regional São Paulo.
No mesmo mês, dia 22, nossa categoria foi à greve, para exigir reposição de perdas salariais. A reivindicação foi alcançada. Pela primeira vez, a mentira collorida era derrotada pela luta aberta dos trabalhadores.

SENTI FIRMEZA – “GREVE DOS 6 DIAS”
Nem as chuvas torrenciais que castigaram a cidade, nem a campanha virulenta movida contra a categoria pelos grandes jornais, impediram os condutores de realizar de 21 a 26 de março de 1991, a “GREVE DOS 6 DIAS”. Foi um espetáculo inédito para todos os habitantes – baixar os olhos sobre a Avenida Paulista e constatar que não havia um coletivo sequer circulando por ela, graças à força dos próprios trabalhadores.
Do ponto de vista econômico, a greve gigante preservou uma das mais importantes bandeiras dos trabalhadores brasileiros: o reajuste mensal pelo índice de custo de vida do DIEESE.
Num período da conjuntura difícil para os assalariados, devido aos freqüentes ataques do governo Collor, os condutores de São Paulo ajudaram a mostrar que unidos e organizados os trabalhadores podem se tornar invencíveis.

VAPT-VUPT – É O SINDICATO INOVANDO
Os ônibus levavam a população ao trabalho, após isso eram recolhidos e só voltavam à rua para conduzir os trabalhadores de volta para casa. Depois, paravam de funcionar. Iniciada na Zona Sul, em 27 de maio, a Operação Vapt-vupt espalhou-se para outras regiões da capital. A Vapt-vupt representou uma inovação nas táticas de luta da categoria, surpreendeu os patrões e impediu que o movimento se desgastasse pela repetição de métodos de reivindicação.
Foi considerada uma das principais armas para que finalmente fosse assinado o novo acordo coletivo de trabalho. Todas as conquistas anteriores foram mantidas e, novos benefícios incorporados. A categoria obteve 48,18% de reajuste, uma das maiores reposições de perdas salariais do governo Collor. O movimento foi decisivo, ainda, para um sensível avanço no nível de organização nas garagens.


1991 - EDIVALDO É ELEITO NOVAMENTE PRESIDENTE
No final do ano de 1991, após uma disputa que envolveu quase quatro mil trabalhadores, que participaram de uma grande assembléia no Ginásio da Portuguesa de Desportos, a maioria da direção do Sindicato saiu unificada em uma chapa que teve como candidato vitorioso novamente o companheiro Edivaldo Santiago.

1992 – A FORÇA DE NOSSA MILITÂNCIA E A GREVE DE 9 DIAS
A força de nossa militância, o enfrentamento cotidiano em cada empresa possibilitou que o Sindicato cumprisse um papel de destaque nas lutas que a classe trabalhadora desenvolveu nesse período.
Baseado em seus organismos de base em cada local de trabalho, o Sindicato dos Motoristas empreendeu jornada histórica na Campanha Salarial de 1992, realizando a Greve de 9 dias de 11 a 20 de maio de 1992, que culminou com a manutenção e ampliação de conquistas históricas dos trabalhadores em transportes do município de São Paulo.
É importante ressaltar que a greve dos 9 dias, realizou-se num momento em que o conjunto dos trabalhadores enfrentava dificuldades importantes para a mobilização e manutenção de conquistas.

O SINDICATO E A PREFEITURA
A década de 90 foi de defesa de conquistas e defesa da melhoria da qualidade do serviço que veio a ocorrer já no final da gestão municipal de Luiza Erundina com o projeto de municipalização do setor com a inclusão de mais dois mil ônibus no sistema gerando novos empregos diretos e indiretos e melhorando o serviço ao usuário e as condições do nosso trabalho.
De super lotação e pingente antes, passamos a ter ônibus vazios ou com pouca lotação até nos horários de pico. Clandestino não tinha vez.
Nesse período a autorização do serviço por peruas ocorreu em conseqüência das grandes greves do período que não fora contra o sistema, nem contra a prefeitura, mas sim em defesa do reajuste mensal pelo ICV-DIEESE que por várias vezes tentaram subtrair da categoria devido aos planos econômicos da ERA COLLOR.
A categoria encampou a luta pela municipalização do transporte coletivo de São Paulo. Porém, afirmava que antes de tudo a Prefeitura deveria salvar a CMTC de sua maior crise, da desmoralização política e administrativa a que tentavam relega-la os queriam transferi-la à iniciativa privada. A campanha contra o sucateamento da empresa foi deflagrada pelo I Encontro das Comissões de Garagem.
O Sindicato jamais abandonou o princípio de defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores. Realizou seguidas manifestações e greves quando os direitos da categoria foram ameaçados. Fortaleceu a autonomia sindical e, não aceitou jamais qualquer forma de tutela do Estado, interferência dos patrões ou ingerência de qualquer Partido político.
Vale ressaltar que o Sindicato foi quem deu o pontapé inicial na grande mobilização de massas, em conjunto com a CUT Regional São Paulo, que era presidida por Luiz Gonçalves, também diretor do Sindicato.
Findo o governo de Luiza Erundina o PT não conseguiu fazer o seu sucessor na prefeitura, sendo eleito Paulo Maluf, administração que trouxe de volta deterioração da qualidade do transporte. Com o aditamento Maluf acabou com a municipalização, estimulou a desregulamentação e ampliou o número de clandestinos, privatizou a CMTC, ocasionando uma redução de mais de 15 mil postos de trabalho, reprimiu os movimentos reivindicatórios. Com os gastos e endividamento da cidade Maluf elegeu Celso Pitta e, este ao assumir ficou sem fundos por conseqüência sem margem de manobra para governar a cidade, com isso o transporte piorou de tal sorte que nesses últimos anos, sob o comando da prefeita Marta Suplicy, a crise do sistema ainda não foi superada.

1993 – A NOSSA LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA CMTC
O ano de 1993 é marcado pela luta contra a privatização da CMTC e a implantação das catracas eletrônicas. Travamos o enfrentamento contra o prefeito Paulo Maluf, um dos maiores representante do neoliberalismo no País.
Apesar da conjuntura colocar naquele momento, o fantasma do desemprego, conseguimos travar a luta política na defesa dos interesses da classe, realizando paralisações em garagens, fazendo a operação “bairro a bairro”, provocando a discussão sobre o plebiscito contra a privatização, envolvendo a sociedade, criando comitês, mas tudo isso não foi suficiente, pois no ano seguinte a Companhia Municipal de Transporte Coletivo, foi privatizada.

3º CONGRESSO DA CATEGORIA
Com uma pauta intensa, refletida nas contribuições encaminhadas pelas diferentes correntes de opinião que atuavam no Sindicato e nas bases, 8 teses foram apresentadas para discussão no III Congresso da Categoria realizado no município de Serra Negra - SP, com um amplo temário, onde todas as questões de relevância foram abordadas: Do Estatuto a eleição para renovar a diretoria da entidade, balanço da gestão, privatização da CMTC, catraca eletrônica e conjuntura nacional.

1994 – NOVA DISPUTA PELA DIREÇÃO DO SINDICATO
A eleição para renovação da direção do Sindicato em 1994 foi marcada por uma disputa interna, quando a chapa encabeçada por Luiz Gonçalves e apoiada pelo então presidente Edivaldo Santiago saiu derrotada, assumindo a presidência José Alves do Couto Filho, o “Toré”, que tomou posse em 12 de dezembro de 1994, com a participação na suplência da diretoria administrativa o atual secretário geral e ex-presidente interino José Ilton Marçal Pereira.

1995 – OPERAÇÃO PADRÃO
Na campanha salarial, o fato novo foi à proposta do Sindicato de manter a frota em circulação (operação padrão), o que favoreceu uma avaliação positiva do Tribunal Regional do Trabalho, bem como colocou a população a favor do movimento. Além da operação padrão, foram organizadas diversas manifestações nos terminais de ônibus, com a distribuição de material informativo sobre a campanha para a população e a “Sardinhada” (ato de protesto – churrasco de sardinha na porta da Transurb).

A Convenção Coletiva de Trabalho reconhece e oficializa as Comissões de Garagens.

Foi realizada uma campanha de sindicalização, que ampliou o quadro de associados em aproximadamente 10 mil trabalhadores do sistema.

1996 – MUITA DIFICULDADE NA CAMPANHA SALARIAL
A Campanha Salarial de 1996 se desenvolveu numa conjuntura extremamente difícil para os trabalhadores. Em anos anteriores as políticas salariais garantiam a incorporação da inflação passada aos salários na data-base. Este ano a desindexação dos salários, determinada pela política neoliberal do governo FHC,desobrigou este repasse, o que somado ao endurecimento do governo Maluf, acrescentou mais dificuldades à campanha salarial.

CONVENÇÃO COLETIVA NA ÁREA DE SAÚDE
A grande conquista deste período foi a conquista da Convenção Coletiva na Área de Saúde, que representou um avanço nas negociações coletivas brasileiras, tanto em seu conteúdo, como na forma e processo de negociação.
Sua elaboração foi feita a partir de um diagnóstico realizado através do levantamento das condições de trabalho em 64 garagens de empresas de ônibus do município. O processo de negociação que se estendeu por todo o ano de 1995, foi realizado por uma Comissão de Negociação Tripartite (Sindicato dos Trabalhadores, Sindicato patronal e Estado).

1997 – NOVA DIREÇÃO DO SINDICATO
Após nova divisão da diretoria do Sindicato é eleita a chapa encabeçada por Gregório Poço, que contou com o apoio do ex-presidente Edivaldo Santiago e fazia parte da direção Luiz Gonçalves, atual secretário de patrimônio da Entidade.

1999 – A CRISE DOS TRANSPORTES EM SÃO PAULO
Durante o ano de 1999, o Departamento de Formação do Sindicato, sob a direção do atual secretário de formação da entidade, Raimundo Ivan de Oliveira, organizou 18 cursos, seminários e palestras para lideranças da categoria, atingindo 1.328 participantes. Entre essas realizações um dos principais encontro foi o Seminário “A Crise dos Transportes de São Paulo, ocorrido nos dias 14 e 15 de setembro, no Sindicato dos Engenheiros, onde o Sindicato buscava um diagnóstico amplo e rigoroso dos problemas do setor de transportes, para isso contou com a participação de especialistas, autoridades e empresários do setor.

1960 a 1989

1960 – O SINDICATO PASSA A REPRESENTAR OS TRABALHADORES DO SETOR DE TROLLEY-BUS
O presidente Cneo Dantas, foi novamente reeleito com larga margem de votos em eleição realizada entre os dias 25 de março a 7 de abril de 1960 e sua posse e de sua diretoria aconteceu no dia 17 de maio de 1960.
Deve ser ressaltado no inicio da década de 60, o enquadramento dos trabalhadores do setor de trolley-bus na categoria profissional do Sindicato, após uma luta de seis anos que se iniciou no ano de 1954 e concretizada em 1960, por ato do Deputado João Batista Ramos, enquanto exercia o cargo de Ministro do Trabalho.

1964 – GOLPE MILITAR
Apesar de recente, a história o Sindicato não conta com registro do período que vai do inicio dos anos 60 até o final dos anos 80, mas é um período importantíssimo onde devemos jogar todos nossos esforços no sentido de resgata-lo, por ter sido uma fase difícil para o movimento sindical brasileiro e para o Sindicato dos Motoristas.
Nesse período o Sindicato sofre três intervenções por parte do Governo Militar:

de 01 de abril de 1964 a 08 de outubro de 1968

de 04 de setembro de 1974 a 14 de janeiro 1975

de 15 de janeiro de 1975 a 12 de dezembro de 1979.

1973 – SINDICATO DOS CARRIS PASSAM A SER REPRESENTADOS PELO SINDICATO DOS CONDUTORES
Até a criação da CMTC, o transporte coletivo era operado pela Cia light – empresa multinacional (bondes) e proprietários de ônibus, sendo que os trabalhadores da Light, eram representados pelo Sindicato dos Carris, que foi incorporado a partir de assembléias das duas categorias ao Sindicato dos Condutores.

I SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA E CONDIÇÕES DE TRABALHO EM VEÍCULOS RODOVIÁRIOS
Após sucessivas reuniões realizadas entre a segunda quinzena de fevereiro e os primeiros dias do mês de maio de 1973, a Diretoria do Sindicato dos Condutores resolveu promover a realização de um grande debate público em torno de um dos mais graves problemas-desafio que se colocam ante a sociedade brasileira como um todo: a segurança do tráfego nas ruas e nas estradas de todo o país, através do I Simpósio Sobre Segurança e Condições de Trabalho em Veículos Rodoviários, nos dias 26, 27 e 28 de junho de 1973, que contou com a presença entre outros das seguintes personalidades: Dr. José Carlos Arouca, Dr. Walter Barelli – Coordenador Geral do Simpósio, Dr. Adriano Branco, além de diversas autoridades representando os Governos Municipal e Estadual, Policia Militar, DER e mais a direção da Entidade presidida pelo Sr. Alcídio Buano.

1979 – CATEGORIA VENCEU O MEDO
No final dos anos 70, surgem novas lideranças no setor de transportes, entre elas os companheiros Edivaldo Santiago e Luiz Gonçalves (Luizinho) entre outros. Anterior a esse período a luta sindical e popular padecia de um grande período de letargia imposta pela violenta repressão do período de exceção (ditadura militar). Nossa entidade achava-se sob a tutela do Ministério do Trabalho com junta governativa.
A conseqüência dessa situação para o transporte coletivo era de total abandono. A empresa pública CMTC achava-se já em processo de sucateamento e com uma frota antiga e despadronizada.
As permissionárias padeciam das mesmas condições frota envelhecida e as condições de trabalho as piores possíveis. Tanto nas linhas da empresa pública, como nas permissionárias os usuários recebiam o pior serviço possível. Nos horários de pico não havia quem conseguisse fechar as portas dos ônibus.
Não suportando mais aquelas condições que de tão precárias não há como descrevê-las a categoria venceu o medo e através de lideranças de garagens promoveram a greve geral de dois dias em 1979, inaugurando um novo período para a corporação na cidade e no Brasil, com o ressurgimento do movimento sindical e o resgate de um Sindicato combativo e atuante, que lutou para a convocação de eleições diretas na entidade; Piso Salarial; Oficialização do passe livre; reposição salarial das perdas a partir da contestação da manipulação do índice de inflação do ano de 1973 pelo ministro Delfim Neto e contra o desconto da antecipação negociada pela junta governativa.
Esse movimento conquistou o piso salarial (Portaria da Secretaria de Transportes) conquistando um reajuste de 174% e criou as condições para a conquista do passe livre na década seguinte, e impôs ao patronato a se organizarem sob a coordenação do governo municipal da época para responder as reivindicações da corporação e do movimento social que se ampliava dia após dia.
Esta greve foi apoiada, dentre outros, pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo; Associação dos Metroviários e pelo então Deputado Estadual Eduardo Suplicy.
De outro modo esse movimento que teve "início" em maio de 79 e findou em julho de 79 já acelerou o processo de renovação da frota pública chegaram os monoblocos 62 e foram desativados os Alfa-Romeu etc.

1980 - UNIÃO DOS APOSENTADOS
Em 13 de junho de 1980, foi criada a União dos Aposentados Trabalhadores em Transportes do Estado de São Paulo, sendo eleito seu primeiro presidente, Luiz Honorato.

CONQUISTA DO SINDICATO DE LUTA
A década de 80 no início possibilitou a corporação amarrar de forma segura o passe livre ainda que tivesse no início de levar veículos para delegacias por resistência de um ou outro empresário naquele período. Um elemento importante do início dos anos 80 foi à conquista do sindicato a luta dos finais de 70 contribuiu de forma decisiva para tirar a intervenção ministerial e eleger uma diretoria composta dos ativistas das nossas bases.
A insípida organização na base e euforia apaixonante da militância da luta passada levou a categoria até meados dos anos 80 a decretar greves e não conseguir realizá-las e não obter grandes conquistas nas tentativas manteve a entidade na ordem do dia da grande imprensa e os grandes debates sobre as condições de trabalho, salário e a qualidade dos serviços fluíam.
Após o início da Segunda metade da década de 80 o vigor do movimento sindical popular e partidário era tão intenso que a Rede Globo na época organizou o Fórum SP 2000 com a participação do movimento sindical organizado para discutir as políticas públicas para a cidade no ano 2000. Nosso sindicato tinha participação destacada nesse Fórum através do companheiro João Alves presidente da época.
É importante registrar que na periferia das ações da categoria rolava outros movimentos que influíam em nossas ações tais como: diretas já, fundação de partido com características heterodoxas, tentativas de fundação de central sindical, federação de movimentos populares, etc na América movimentos revolucionários tentavam ou tomavam o poder, ocorreu na Nicarágua, El Salvador ditaduras caiam pelas tabelas e o Leste Europeu já dava sinais de ruínas.

1988 - O SINDICATO SOB NOVA DIREÇÃO
No final dos anos 80 impulsionado pela dinâmica daquela conjuntura o companheiro Edivaldo que foi secretário geral de João Alves é eleito para a presidência do sindicato em uma aliança com grupos oposicionistas que militavam na base e na entidade, em outubro de 1988, com a proposta de luta e defesa dos direitos dos trabalhadores em transporte, sendo a posse em dezembro do mesmo ano e tendo entre um dos seus diretores nosso atual presidente Luiz Gonçalves, que já havia concorrido à presidência do Sindicato por duas vezes como chapa de oposição.
Ao longo dos próximos anos de gestão, essa diretoria viria a encabeçar a luta por algo precioso para a categoria: a sua dignidade enquanto condutores de veículos rodoviários de São Paulo.
Paralelo a essa eleição a prefeitura de São Paulo, também mudava o seu comando, tendo a sua frente o Partido dos Trabalhadores, época em que fechamos a década dos anos 80 com chave de ouro, conquistamos o tíquete, o subsídio na cesta básica, jornada de trabalho de 6h40, a Organização no Local de Trabalho e outros benefícios inéditos, além do reajuste mensal pelo ICV-DIEESE.

1989 - PAROU GERAL
Poucos dias haviam se passado após a posse da nova diretoria quando o Sindicato começou a preparar o I Congresso dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes de São Paulo. Em meio a esse processo, os trabalhadores brasileiros realizaram uma greve geral, convocada para 14 e 15 de março de 1989.
A greve foi organizada em protesto contra a política de arrocho salarial promovida pelo governo Sarney, que acabava de lançar o Plano Verão contra os assalariados. 35 milhões de trabalhadores cruzaram os braços em todo o país. E os condutores de São Paulo demonstraram força total: a paralisação foi de 90% nas empresas particulares e chegou a 100% na CMTC. Essa adesão maciça foi essencial para que a maior cidade do País parasse por completo e exprimisse seu protesto.

1º CONGRESSO DA CATEGORIA
O movimento grevista impulsionou a preparação do I Congresso da Categoria. Nos dias 31 de março, e 1 e 2 de abril de 1989, 242 delegados discutiram um plano geral de ação dos trabalhadores em transportes, tendo entre uma de suas decisões aprovadas a filiação a Central Única dos Trabalhadores – CUT, contribuindo também com a fundação do Departamento Nacional dos Trabalhadores em Transportes da CUT.

1989 - BATALHA HISTÓRICA
40 Horas semanais; Reajuste mensal, pelo índice do Dieese; Ticket-refeição. Estas foram às conquistas da campanha salarial de 1989. Com muita mobilização e luta. Conquistas econômicas, históricas e sociais.
A pauta da campanha havia sido aprovada no Congresso da categoria. A contra-proposta apresentada pela CMTC e TRANSURB foi aprovada em assembléia por mais de seis mil trabalhadores. Os salários tiveram um reajuste de 40,06%, um dos maiores conquistados pelo movimento sindical na época.

A LÓGICA DO SISTEMA
Nem tudo são flores. Á lógica do sistema capitalista transforma o trabalhador em mero instrumento da realização da riqueza do patrão. São muitos casos de acordos firmados e não cumpridos. Foi o que aconteceu com a Viação Campo Limpo em 1989.
Afrontados, os condutores da empresa se levantaram e disseram não. E organizaram uma grande greve para garantir seus direitos.
A frente do movimento estava o companheiro Alcídio Gomes. No segundo dia de greve, Alcídio caiu, assassinado por três funcionários da empresa.
Alcídio merece nossa homenagem e nosso respeito. Sua morte deixou um alerta. A luta por melhores salários é muito importante, mas só uma sociedade onde não haja explorados nem exploradores darão à vida humana todo seu valor.

A GARRA DA BASE
Oito meses de mandato, e 20 mil novos sindicalizados. O Sindicato entra no segundo semestre de 89 com sua base fortalecida e com total apoio de toda diretoria e do presidente Edivaldo Santiago, começa a organizar as COMISSÕES DE GARAGENS, para substituir os conselhos de representantes, antiga forma de representação dos funcionários da CMTC, considerada inoperante e implementar uma verdadeira organização de base nas empresas particulares, que atuavam no setor de transporte público de passageiros.
A nova forma de organização permite que o sindicato atinja um número cada vez maior de pessoas na base. As Comissões de Garagem são autênticas organizações de luta, autônomas, que o sindicato vai espalhando contra a arrogância dos patrões, pela dignidade da categoria. Chegando a naquela época o Sindicato aos 63 mil sindicalizados.

1918 a 1958

1918 – INDUSTRIA NACIONAL REGISTRA ALTO ÍNDICE DE EXPANSÃO
O Brasil, devido à necessidade de substituição das importações com o declínio do comércio internacional em conseqüência da Primeira Guerra Mundial, a industria nacional registra alto índice de expansão e o aumento dos trabalhadores organizados, fortalecendo o movimento operário no debate das questões sociais, provocando inúmeras greves entre 1917 e 1920, ganhando espaço no cenário político nacional com a obtenção de suas primeira conquistas, como regulamentação e controle dos contratos de trabalho, dando inicio à formação de uma legislação social no País.

1919 – PRIMEIRAS MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA
Em 1919 é aprovada a primeira lei relativa aos acidentes de trabalho. No ano de 1923 a criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões é considerada a primeira lei de previdência social, também conhecida como Lei Elói Chaves, nome do autor do projeto, ela concedia aos trabalhadores associados às Caixas ajuda médica, aposentadoria, pensões para dependentes e auxílio funerário.

1922 – GRANDE INSTABILIDADE POLÍTICA
Uma grande instabilidade política marcou o governo de Artur Bernardes em 1922, devido ao movimento tenentista e uma forte repressão ao movimento operário. Mesmo assim, sob essa forte pressão, iria ser aprovada a Lei de Férias em 1925, que obrigava os empresários a concederem 15 dias de férias, sem prejuízo dos salários e a Lei de Regulamentação do Trabalho de Menores, que estipulava a maioridade a partir dos 18 anos e uma jornada de trabalho de seis horas.

1926 – INTEGRAÇÃO DO SISTEMA EM BERLIM ALEMANHA
Enquanto o Prefeito Pires do Rio fazia recomendações a Câmara Municipal, em 1926 na cidade de Berlim, na Alemanha, os sistemas de ônibus, metrô e bonde já eram integrados entre si e o pagamento era feito através de uma tarifa única.
Prevendo que poderia sofrer ameaças no sistema de transportes como um todo, a Ligth importou 50 ônibus “Yellow Coach” com motor de 50 e 90 HP, os mais luxuosos da época. Com freios a ar e de mão, assentos estofados e janelas envidraçadas com cortina de lona, só que sua operação não deu certo, porque a Ligth iniciou sua operação nos bairros “chiques” de Higienópolis e Perdizes, onde a população era motorizada.
Devido a Revolução Constitucionalista de 1932 que provocou a falta de gasolina, o prefeito Godofredo da Silva Teles solicitou a suspensão do serviço de ônibus, que naquela época já contava com 400 veículos pertencentes a 500 proprietários.

1933 - ANO DA FUNDAÇÃO DO SINDICATO
Se por um lado os empresários e poder público estavam construindo sua organização, os motoristas, proprietários de caminhões que faziam o percurso entre São Paulo e Rio de Janeiro, somente em 7 de junho de 1933, fundaram uma sociedade civil que denominaram “UNIÃO DE TRANSPORTE SÃO PAULO-RIO”, mas logo perceberam que haviam fundado uma entidade patronal e que não atendiam os trabalhadores do setor.
Em 11 de novembro de 1933 é fundado por 37 operários motoristas de transporte de São Paulo, o SINDICATO DOS MOTORISTAS DE TRANSPORTES DE SÃO PAULO e elegem sua primeira diretoria com mandato de 3 (três) anos, tendo como presidente Nicola Capucci e sua primeira sede estava situada à Rua Piratininga nº 76.
Como não poderia ser diferente entre os sindicatos da época, na única ata encontrada de 27 de maio de 1934, desse primeiro mandato, demonstra o vinculo ao Estado, com o agradecimento ao Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio reconhecimento da entidade em Sindicato.
Em junho de 1934, o Sindicato muda-se para Praça da Sé, nº 5 e em 3 de Janeiro de 1935, foi eleita a segunda diretoria da entidade, sendo empossado como presidente Manoel Vieira no dia 11 de janeiro, logo após a posse no dia 16 de janeiro, acontece a primeira greve do sindicato e mesmo com a prisão de vários trabalhadores, a categoria sai vitoriosa deste primeiro movimento grevista.

1935 - MINISTÉRIO DO TRABALHO ANULA A ELEIÇÃO DO SINDICATO

O Ministério do Trabalho anula essa eleição e determina nova eleição em 26 de abril de 1935, sendo eleito presidente Armando Affonso Costa.
Na Assembléia realizada em 9 de julho de 1935, o Sindicato luta por melhores condições de trabalho, como a efetivação da JORNADA DE 8 HORAS DE TRABALHO e DESCANSO SEMANAL; estabelecimento do SALÁRIO MÍNIMO para toda a categoria; LIMITE DE HORÁRIO para o tráfego de caminhões dentro da capital; REGULAMENTAÇÃO DOS MOTORISTAS PARTICULARES, como operários e não como domésticos; deliberação sobre a proposta dos trabalhadores terrestres de participarem da CAIXA DE APOSENTADORIA E PENSÕES, conforme projeto em elaboração no Ministério do Trabalho.
Um salário mínimo de 500 mil réis para motoristas; 400 mil réis para cocheiros; 320 mil réis para ajudantes de caminhão e 270 mil réis para cobradores de ônibus, era a luta do Sindicato em outubro de 1935.

1937 – JUNTA GOVERNATIVA E A ERA VARGAS
Após restar somente o presidente e o tesoureiro, devido ao abandono de seus cargos de diversos diretores, no dia 28 de fevereiro de 1936, foi indicada uma junta governativa, tendo como presidente Guilherme Mesquita e somente em 21 de agosto de 1937 o sindicato pode contar novamente com uma diretoria eleita, tendo como presidente Antonio Sorrentino, que tomou posse no dia 11 de setembro de 1937.
No final do ano de 1937, o sindicato passa para um novo endereço, sendo sua nova sede localizada à Av. São João, nº 285.
Nesse período, através das Diretrizes do Estado Novo (1937-1945), permitiu ao Presidente Getulio Vargas, dar continuidade da política social iniciada na década de 1930, com a retirada de cena dos sindicatos que lutavam contra a tutela ao Ministério do Trabalho que sai fortalecido no decorrer do tempo, se transformando em órgão político estratégico para a construção da imagem de Vargas.
Uma das alterações mais importante para o Governo Vargas, a unidade sindical foi restabelecida, a representação perante o Estado na defesa dos direitos trabalhistas, só poderia ser realizada pelos sindicatos legalizados junto ao Ministério do Trabalho. Foram proibidas as greves, consideradas como recursos “anti-sociais, nocivos ao trabalho e ao capital”.

1938 – FILIAÇÃO A FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES TERRESTRE
A filiação a Federação Nacional Dos Trabalhadores Em Transportes Terrestres, se deu em 18 de fevereiro de 1938.

NOVA JUNTA GOVERNATIVA
Novamente novas renuncias ocorrem na Comissão Executiva e em Assembléia Geral é indicada uma nova Junta Governativa, tendo a frente Armando Affonso Costa, no dia 12 de junho de 1938, com a incumbência de dirigir o Sindicato até o dia 31 de dezembro de 1939.

1939, 1940 e 1941 – HISTÓRIA ATRAVÉS DE RELATÓRIO.
Os anos de 1939, 1940 e parte de 1941, a história do Sindicato só aparece através de um relatório apresentado pela diretoria, em assembléia realizada em 13 de outubro de 1941, quando novamente devido a determinações do Estado contidas no Decreto Lei nº 1402, o sindicato fica obrigado a apresentar para aprovação até fins do primeiro trimestre de cada ano um relatório das ocorrências havidas no decorrer do ano anterior.

1941 – ATUAÇÃO ASSISTENCIALISTA
Através desses relatórios podemos destacar a atuação assistencialista que prevalecia nos sindicatos no ano de 1941, quando foram atendidas pelo Departamento Jurídico 911 consultas; a Secção Médica atendeu a 1.360 pessoas e a Odontológica a 10.600 pessoas.
Como podemos notar o atendimento das Instituições de Previdência Social do Governo Federal já eram precárias.
Já no ano de 1942, através de dois advogados, foram realizadas 1.884 consultas, o setor médico atendeu a 4.635 pessoas, com um acréscimo de mais de 240%; o Departamento Odontológico atendeu 10.777 sócios e a 5.958 dependentes.
No ano de 1942, o Sindicato já esta em uma nova sede-social localizada na Praça João Mendes, nº138.

1943 - CONQUISTA DO PRIMEIRO DISSÍDIO COLETIVO DE TRABALHO

O primeiro dissídio coletivo de trabalho é conquistado somente no ano de 1943, contra o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo e mais uma empresa de ônibus individualmente, nesse mesmo ano e constituída a Comissão de Sindicância e Julgamento, que tinha como finalidade por fim às arbitrárias e injustas detenções de que vinham sendo vítima os motoristas e cobradores de ônibus, por incidentes com passageiros, essa comissão funcionava anexa à Escola Oficial de Trânsito.

CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) encontran-se em vigor desde de 10 de novembro de 1943, aprovada pelo Decreto-Lei nº5.452 de 1º de maio de 1943. Sendo que a CLT, se constitui um verdadeiro código representativo do particularismo e da autonomia do direito do trabalho, como um ramo especifico do direito em confronto com o chamado direito comum, mesmo que nem toda matéria do direito do trabalho esta incluída na CLT, como os acidentes de trabalho e várias outras que foram objeto de leis especiais.

COOPERATIVA DE CONSUMO DOS RODOVIÁRIOS

Em 10 de setembro de 1943 é criada a Cooperativa de Consumo dos Rodoviários e Classe Anexa do Município de São Paulo, mas que tem uma existência muito curta.

“O VEÍCULO”, PRIMEIRA EDIÇÃO.

O primeiro Jornal do Sindicato “O VEÍCULO”, foi publicado em 21 de setembro de 1943, onde em sua matéria de capa, ressalta que: “Ler, difundir e O Veículo, portanto é um dever que se impõe a todos os profissionais do volante, porque, assim, teremos certeza de que as nossas palavras terão mais ressonância, mais eco, além de contribuir eficientemente para a nossa maior união e o mais completo conhecimento de todos”.

1944 / 1946 – MANDATO LONGO
Para dirigir o sindicato no biênio 1944/1946, foi indicado como presidente Álvaro Gonçalves Caçador, tendo ainda como 1˚ Secretário, Deodoro Tamantini; 1˚ Tesoureiro, Victor de Antonio; 2˚ Secretário Armando Affonso Costa e 2˚ Tesoureiro, Hermógenes Zanon que só tomariam posse no ano de 1945, devido a diversas interferências do poder público, essa direção viria a ter um mandato longo.
Com o final da 2º Grande Guerra Mundial, o mês de maio de 1945 foi marcado por uma greve de grande proporção nas empresas de ônibus, o que ocasionou inúmeras depredações de veículos. O resultado deste movimento grevista foi à elevação dos salários em 60% para os motoristas e em 50% para os cobradores. No ano de 1945 várias outras greves aconteceram como na Sociedade Anônima Industrial Reunidas F. Matarazzo, Anglo Mexican Petroleum Company Ltda., Companhia Geral de Transportes e outras. Todos por melhoria nos salários.

1946 – CAMPANHA DO SINDICATO PATRONAL DE DESMORALIZAÇÃO DO SINDICATO DOS CONDUTORES
O ano de 1946 os movimentos de greve se acentuaram, resultando na prisão de inúmeros grevistas e de diretores do Sindicato. Após uma Assembléia onde participaram mais de 600 trabalhadores, foi promovido o dissídio coletivo contra as empresas de ônibus, que resultou numa rigorosa perícia na contabilidade das empresas, ocasionando uma fantástica campanha do Sindicato Patronal de desmoralização do Sindicato dos Trabalhadores.

APOSENTADORIAS
Uma grande campanha foi desencadeada ainda nesse ano contra a transferência das aposentadorias dos trabalhadores em transportes do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (IAPETC), para a Caixa de Aposentadoria dos Servidores Públicos. Fato que não ocorreu devido à interferência do Sindicato.

AMPLIAÇÃO DA BASE
O Sindicato tenta ainda a ampliação de sua base para os municípios de Alto da Serra, Mogi das Cruzes, Santa Isabel, Atibaia, Campo Limpo, São Roque e Itapecerica da Serra. Essa ampliação foi vetada pelo Ministério do Trabalho.

1947 – NASCE A CMTC
Após a Revolução os proprietários se organizaram em companhias, conforme proposta da Câmara Municipal. Em 1947 a cidade contava com 34 dessas companhias e uma frota de mais de 600 veículos, época em que foi fundada a Companhia Municipal de Transportes Coletivo – CMTC.

1948 – SINDICATO ADQUIRE SUA SEDE
No ano de 1948, o Sindicato consegue adquirir o prédio da Rua Pirapitingui, onde esta instalada até hoje a sede própria da entidade.
Em 30 de outubro de 1950, foi substituída a direção que vinha dirigindo o Sindicato desde de 17 de fevereiro de 1945, sendo reconduzido ao cargo de presidente Álvaro Gonçalves Caçador, que tomou posse no dia 25 de novembro de 1950.

1951 – CONQUISTA DA CASA PRÓPRIA
O ano de 1951 foi o ano da conquistas por diversos trabalhadores da aquisição da casa própria através do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Empregados em Transportes de Carga – IAPETC. Esse movimento mostrou para o Instituto que congregava na época a maioria dos trabalhadores em transportes a necessidade de prestar melhor assistência aos seus segurados, seja ela na assistência médica, concessão de benefícios, assistência pecuniária proporcionada através de simples empréstimos, financiamento de casa própria e de caminhões e automóveis.

1952 – NOVA DIRETORIA
No dia 25 de julho de 1952, toma posse para mais um biênio 1953/1954 a nova diretoria do Sindicato, tendo como presidente novamente Álvaro Gonçalves Caçador.
O Sindicato promoveu 36 dissídios coletivos de trabalho contra as empresas de transportes de carga, firmas comerciais e indústrias, além de um contra o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga, que resultou em um aumento salarial de 50%, aos empregados do setor. Firmou ainda um acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo, conquistando um aumento salarial de 10%.

1954 – INAUGURADA A AUTO-ESCOLA DO SINDICATO DOS CONDUTORES
Em 24 de julho de 1954 foi inaugurado oficialmente a Auto-Escola “Sindicato dos Condutores de Veículos”, que funcionou somente até o ano de 1955, quando em Assembléia Geral, a categoria extinguiu as atividades da mesma, devido à falta de interesse dos associados, sendo vendidos os automóveis a ela pertencentes e com o valor arrecado foi adquirido uma ambulância para prestar serviços para a categoria.

1955 – TRÊS CHAPAS CONCORREM A ELEIÇÃO DO SISNDICATO
Na eleição para renovação da direção do Sindicato, ocorrida nos dias 13 a 17 de junho de 1955 concorreram três chapas, sendo vencedora a Chapa 2, que era encabeçada por Guido Bonafé, que obteve a vitória com larga margem de votos. Essa Chapa viria a tomar posse em 7 de dezembro de 1955.

No exercício de 1956, os empregados em trolley-bus, iniciam a luta pelo seu enquadramento na categoria dos trabalhadores em transportes, contra a pretensão da categoria dos carris urbanos.

1958 – NOVA INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO
Novas eleições para renovação da direção do Sindicato de 20 a 20 de outubro de 1957, que elegeu a chapa encabeçada por Cneo Dantas, que tomou posse em 7 de dezembro de 1957, mas essa eleição foi cancelada março de 1958 pelo Ministro do Trabalho, que acolheu recurso interposto que anulou a eleição realizada em outubro de 1957 e designou o funcionário administrativo Érico Almeida Vieira Lopes, para representar o Ministério no Sindicato, como presidente da Junta Governativa. Essa Junta administrou o Sindicato até 10 de maio de 1958, quando novas eleições foram determinadas pelo Ministério do Trabalho para o período de 28 de abril a 7 de maio de 1958, onde em acirrada disputa saiu vitorioso Cneo Dantas, que retornou ao cargo em 17 de maio de 1958.
Logo após a sua posse da diretoria foram realizadas diversas greves por aumento salarial, jornada de trabalho e abono salarial na Empresa de Ônibus Alto do Pari; Expresso Brasileiro Viação Ltda; Empresa de Ônibus Alto da Mooca; Sociedade União de Laticínios; Rodoviário Santa Fé; Empresa de Ônibus Vila Esperança; Empresa de Ônibus Penha- São Miguel; Auto Viação Ipiranga; Viação Bandeirantes e Empresa de Ônibus Vila Carrão. Essas greves tiveram repercussão em diversas categorias de trabalhadores no Brasil.
Os anos de 1958 e 1959 foram marcados por numerosas greves em diversas empresas de ônibus da capital, em defesa de melhores condições de salários e trabalho.

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